Em reunião com Celina, Flávio Bolsonaro acena ao Congresso, ataca governo Lula
Após reunião com a federação União Progressista, que reuniu governadores e lideranças partidárias, entre elas a governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição Celina Leão (PP), o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) defendeu uma.
Durante o discurso, Flávio afirmou que o país enfrenta dois caminhos políticos e disse que pretende governar com diálogo e alinhamento com os parlamentares eleitos.
“É o caminho do que está aí, do governo de recordes negativos, recorde de morte de mulheres, pessoas endividadas, imposto alto, empresas quebradas, criminalidade. E o outro caminho é aqui com a gente, o caminho da prosperidade, de alguém que reconhece que o Brasil se constrói com política e com diálogo”, declarou.
Relação com o Congresso
Flávio Bolsonaro afirmou que a composição do Congresso Nacional exige uma liderança alinhada para evitar paralisia institucional. Segundo ele, um eventual governo sob seu comando manteria diálogo com os parlamentares e respeito às regras constitucionais.
“O Congresso está configurado para um presidente como Flávio Bolsonaro e não tem como encaixar uma peça diferente dessa, porque se esse atual presidente continuasse, ele simplesmente seria incompatível com este Congresso e com os critérios para indicação de ministro do Supremo.
Comigo, vai ser sempre com ponderação, com respeito à Constituição e à política”, afirmou.
PECs e fim da reeleição
O candidato também disse que pretende usar o capital político de um presidente recém-eleito para tentar aprovar propostas consideradas prioritárias por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PECs).
Entre os temas citados estão a reforma do Judiciário, a redução da maioridade penal e o fim da reeleição para cargos do Poder Executivo.
Flávio afirmou que assumiu o compromisso de não disputar a reeleição e disse que caberá ao Congresso definir os critérios de uma eventual mudança, incluindo a duração dos mandatos e quais cargos seriam atingidos.
“Fiz o compromisso de não concorrer à reeleição. Não estou disputando o poder, estou disputando o futuro do meu país. É o Congresso que vai decidir os critérios, se vai ser mandato de quatro ou cinco anos, se vai valer só para presidente ou para governador.
Eu vou usar o capital político de um presidente recém-eleito para aprovar essa PEC para ‘redemocratizar’ o nosso país”, declarou.
Economia e reforma tributária
Na área econômica, Flávio Bolsonaro criticou a reforma tributária e defendeu a redução da carga fiscal sobre a folha de pagamento. Segundo ele, a medida teria como objetivo ampliar o poder de compra da população.
“Eu quero que o salário do brasileiro fique mais com ele do que com o governo. A gente vai fazer uma economia alicerçada na produtividade e não em jorrar dinheiro público sem controle, com consequência de comida cara e redução do poder de compra”, afirmou.
O candidato também prometeu reestruturar o endividamento das famílias com um plano voltado à Caixa Econômica Federal e disse que pretende formar uma equipe econômica composta por técnicos.
“Vocês verão uma equipe que é especialista de verdade em economia. Não vai ter no Ministério da Fazenda alguém que nem é formado em economia, que quer acertar no chute”, disse.

