terça-feira, fevereiro 3, 2026
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Transtornos mentais em médicos atingem 45% da categoria

Foto: Freepik

Os transtornos mentais em médicos continuam sendo um dos maiores desafios da saúde profissional no Brasil. Pesquisa da Afya mostra que 45% dos médicos apresentam ansiedade, depressão ou burnout. Assim, o dado mantém o nível observado após a pandemia e reforça que o sofrimento psíquico se tornou uma questão estrutural na medicina.


🧠 Transtornos mentais em médicos: ansiedade e depressão lideram

A ansiedade é o diagnóstico mais frequente e atinge cerca de 40% dos profissionais. Em seguida, aparecem depressão e burnout. Além disso, muitos médicos diagnosticados não iniciam tratamento, o que evidencia uma cultura que normaliza o esgotamento emocional. Por outro lado, especialistas explicam que a maior divulgação sobre saúde mental ajuda na identificação de sintomas e no aumento dos diagnósticos.


👩‍⚕️ Mulheres concentram mais transtornos mentais em médicos

O impacto dos transtornos mentais em médicos é ainda maior entre mulheres e jovens profissionais. Mais da metade das médicas relata algum transtorno. Além disso, médicos de até 35 anos apresentam os maiores índices. Jornadas extensas, pressão nos primeiros anos da carreira e a dificuldade de equilibrar vida pessoal e trabalho ampliam o risco. Com o tempo, esses índices tendem a reduzir, principalmente quando há maior estabilidade profissional.


⚠️ Por que os transtornos mentais em médicos exigem atenção

Embora o adoecimento mental atinja toda a sociedade, médicos lidam diariamente com dor, sofrimento e responsabilidade sobre vidas. Dessa forma, o estigma que dificulta a busca por ajuda agrava o cenário. Além disso, profissionais da saúde costumam priorizar o cuidado com o paciente e deixam a própria saúde em segundo plano.

Por isso, discutir transtornos mentais em médicos é essencial para garantir qualidade de vida aos profissionais e segurança no atendimento à população.

Além disso, especialistas defendem que instituições de saúde invistam em programas permanentes de apoio psicológico, redução de carga horária excessiva e promoção de ambientes de trabalho mais saudáveis. Dessa forma, a prevenção do adoecimento mental na medicina passa a ser encarada como uma medida estratégica, tanto para o bem-estar dos profissionais quanto para a qualidade da assistência prestada aos pacientes.