28º Troféu Câmara Legislativa Troféu Câmara Legislativa garante espaço ao cinema.
Criado pelos deputados distritais em 1996, o Troféu Câmara Legislativa tornou-se uma das principais premiações do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e acompanhou o crescimento da produção cinematográfica no Distrito Federal.
A importância do prêmio para o cinema local é destacada pelo jornalista e cineasta Sérgio Moriconi no livro Apontamentos para uma história, que documenta a trajetória da produção brasiliense desde a fundação da capital.
Mobilização ampliou espaço para filmes locais
Na década de 1990, o surgimento de novos realizadores e de produções realizadas além do Plano Piloto aumentou a pressão por mais espaço para os filmes da cidade no festival. A mobilização do setor contribuiu para a criação da Mostra Brasília.
Nos primeiros regulamentos, qualquer filme do Distrito Federal exibido na competição principal ou em mostras paralelas do festival concorria automaticamente ao Troféu Câmara Legislativa.
Com o aumento do número de títulos, tornou-se necessária a criação de uma comissão própria de seleção e de um júri oficial para avaliar os concorrentes ao prêmio da CLDF.
Em 1998, Sérgio Moriconi venceu a terceira edição do troféu com o curta-metragem Athos, sobre o multiartista Athos Bulcão, que viveu de 1918 a 2008 e teve uma trajetória nas artes visuais ligada à história de Brasília.
Mostra Brasília reúne 15 produções
A Mostra Brasília consolidou-se como espaço exclusivo para as produções que disputam o Troféu Câmara Legislativa e passou a ocupar lugar permanente na programação oficial do festival.
Em 2026, a mostra será realizada de 14 a 18 de setembro, sempre a partir das 18h, no Cine Brasília. A entrada será gratuita. Ao todo, 15 produções concorrerão ao 28º Troféu Câmara Legislativa, sendo quatro longas e 11 curtas-metragens.
O 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro ocorrerá entre 11 e 19 de setembro e também apresentará outros filmes do Distrito Federal ou relacionados à capital.
Filmes brasilienses integram outras sessões
A competição nacional de longas-metragens exibirá Sabes de Mim, Agora Esqueça, de Denise Vieira. Na disputa de curtas, será apresentado Gastronomia do Olho, dirigido por Nicolau.
As sessões especiais terão Histórias de Terror e Delicadeza, de Jimi Figueiredo e Sérgio Sartório; A Última Diária, de Marcelo Pelúcio e Zefel Coff; e Música Secular, de Emanuel Lavor.
Jimi Figueiredo venceu o 14º Troféu Câmara Legislativa na categoria curta-metragem com Verdadeiro ou Falso, de 2009. Ele também ganhou a 16ª edição com o longa Cru, de 2011.
Festival homenageia Vladimir Carvalho
A sessão História(s) do Cinema Brasileiro — Clássicos exibirá Brasília Segundo Feldman, de Vladimir Carvalho, além de outros trabalhos do documentarista paraibano que se tornou um dos principais nomes do cinema brasiliense.
Vladimir Carvalho venceu a quinta edição do Troféu Câmara Legislativa, na categoria longa-metragem, com Barra 68 – Sem Perder a Ternura. Também conquistou a 11ª edição com O Engenho de Zé Lins. Na 21ª edição, recebeu os prêmios de direção e roteiro por Cícero Dias: o Compadre de Picasso.
A despedida do diretor, que morreu em 2024, será abordada em Adeus, Brasília, de Moacir Macedo. O filme integra a sessão História(s) do Cinema Brasileiro — Contemporâneos.
Acervo do Distrito Federal será apresentado
O projeto Preservação do Acervo Filmográfico do Arquivo Público do Distrito Federal: Pesquisa, Tratamento e Digitalização apresentará imagens clássicas do Parque Rogério Pithon Farias, atual Parque da Cidade Sarah Kubitschek, além de trechos de registros amadores e cinejornais.
A sessão Premiere DF exibirá Brasifilia, de Francenilton Klava, e Jornada nas Estrelas, de Angelo Pignaton.
Abertura e encerramento do festival
O Verão da Lata, dirigido por Santiago Dellape, será exibido na solenidade de encerramento do 59º Festival de Brasília. O cineasta também integra o júri do 28º Troféu Câmara Legislativa.
O festival será aberto na sexta-feira, dia 11, com o curta Brasília – Planejamento Urbano, documentário de 1964 dirigido por Fernando Coni Campos, que viveu de 1933 a 1988, e com o longa A Pele Morta, codirigido pelos irmãos Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres.

