quinta-feira, abril 3, 2025
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Novas atividades no lugar do celular

Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

Aparelhos dão lugar a jogos, livros e interação entre os alunos

Com a restrição ao uso de celulares nas escolas da educação básica, instituída pela Lei nº 15.100/2025, instituições de ensino do Distrito Federal estão adotando novas estratégias para incentivar a interação entre os alunos. No Centro Educacional Incra 8, em Brazlândia, foram instalados espaços com jogos de tabuleiro e pontos de leitura nos locais onde antes os estudantes utilizavam os aparelhos eletrônicos. A iniciativa tem ajudado a promover momentos de socialização e lazer, além de estimular atividades cognitivas e fortalecer o aprendizado.

Para garantir o cumprimento da norma, a escola realiza um acompanhamento contínuo e orienta os estudantes sobre a importância da mudança. Quando um aluno é flagrado com o celular, os responsáveis são informados e, em caso de insistência, pode haver advertência. De acordo com a diretora da unidade, Solange Pereira, apesar da resistência inicial, a adaptação trouxe resultados positivos. “Com o tempo, os alunos perceberam que não havia negociação e o foco nas aulas melhorou muito”, destaca.

A nova lei, sancionada em janeiro deste ano, veda o uso de aparelhos eletrônicos portáteis pessoais durante as aulas, recreios e intervalos, salvo em casos de necessidade ou uso pedagógico previamente planejado. O DF já possui legislação própria sobre o uso de tecnologias desde 2008, com a Lei nº 4.131 , que proíbe o uso de aparelhos celulares e eletrônicos pelos alunos das escolas públicas e privadas de educação básica da capital do país. Com o intuito de reforçar as diretrizes, a Secretaria de Educação divulgou uma circular em 7 de fevereiro, alinhada à nova regulamentação nacional.