Adolescente de 15 anos morre após sentir dor de dente e passar por UPA
A família de Maria Luiza Abreu Estevam, de 15 anos, que morreu em 13 de agosto após ser transferida para o Hospital da Criança de Brasília (HCB), questiona o atendimento recebido pela adolescente na rede pública de saúde do Distrito Federal. As circunstâncias.
Segundo os familiares, Maria Luiza procurou atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sobradinho em diferentes ocasiões, inicialmente com dor de dente e, posteriormente, com outros sintomas. A família suspeita de negligência e cobra esclarecimentos sobre a assistência prestada.
Atendimento odontológico
De acordo com o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Maria Luiza esteve na UPA de Sobradinho em 9 de agosto para atendimento odontológico de urgência.
A responsável pela adolescente informou à equipe que ela realizava tratamento odontológico fora da rede pública.
Durante o atendimento, Maria Luiza recebeu tratamento dentário, e a família foi orientada sobre a necessidade de continuidade do acompanhamento com especialista em canal, serviço que, segundo o instituto, não é disponibilizado na rede pública.
Retorno à UPA e transferência
Na noite de 12 de agosto, Maria Luiza retornou à unidade com vômitos e dor abdominal. Segundo o IgesDF, a adolescente passou por avaliação médica, exames complementares e monitorização, além de receber medidas de suporte.
Com a evolução do quadro e alterações identificadas nos exames, ela foi encaminhada para a Sala de Estabilização, também chamada de Sala Vermelha.
A Central de Regulação da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) foi acionada para solicitar a transferência da paciente para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica.
A transferência para o Hospital da Criança de Brasília ocorreu em 13 de agosto, por volta das 17h30. Maria Luiza chegou ao hospital em estado grave e morreu no mesmo dia.
Família cobra esclarecimentos
Os pais da adolescente, André Estevam e Monike Abreu, moradores da região de Sobradinho, questionam o atendimento prestado à filha e as circunstâncias da morte.
Após o falecimento, o corpo da adolescente passou por procedimentos de necropsia e permaneceu cerca de cinco dias até ser liberado para a família. O velório foi realizado na quarta-feira, 19 de agosto, no Cemitério de Sobradinho II.
IgesDF se manifesta
O IgesDF lamentou a morte de Maria Luiza e manifestou solidariedade aos familiares e amigos. O instituto informou que não divulga informações clínicas individualizadas em respeito ao sigilo médico e à privacidade da paciente.
O órgão afirmou ainda que permanece à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos necessários sobre o atendimento realizado.

