sexta-feira, setembro 25, 2026
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Homenagem CLDF homenageia mulheres que enfrentam a violência doméstica e o feminicídio.

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, na noite de quarta-feira (23), sessão solene em homenagem a ativistas e profissionais que atuam na prevenção, no acolhimento e no enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio no Distrito.

Com o tema *Por Elas: Mulheres que Inspiram e Transformam*, a solenidade foi proposta pelo deputado distrital Eduardo Pedrosa (União) e buscou reconhecer mulheres que trabalham no apoio a vítimas em situação de vulnerabilidade.

Violência contra a mulher no DF

Durante o evento, Eduardo Pedrosa apresentou dados segundo os quais o Distrito Federal registrou, em 2025, 28 feminicídios, 133 tentativas de feminicídio e mais de 11 mil ocorrências de violência doméstica.

Dados do Instituto DataSenado e do Observatório da Mulher contra a Violência também indicam que 78% das moradoras de Brasília afirmam conhecer pouco ou nada sobre medidas protetivas.

Pedrosa defendeu a atuação conjunta do poder público e da sociedade civil no enfrentamento ao feminicídio. O parlamentar também lembrou sua participação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Feminicídio da CLDF, encerrada em 2021.

O deputado destacou ainda a Lei Distrital nº 6.872/2021, que instituiu o Programa de Policiamento de Prevenção Orientada à Violência Doméstica e Familiar (PROVID), e a Lei Distrital nº 6.638/2020, que assegura o sigilo das informações de servidoras sob medidas protetivas.

Atuação do movimento Brutas

A trajetória da ativista Jéssica Rodrigues da Silva, sobrevivente de uma tentativa de feminicídio, foi destacada durante a solenidade.

Ela é idealizadora do projeto *Brutas – Movimento Feminino Contra o Feminicídio*, voltado à conscientização, ao fortalecimento emocional e ao resgate da autoestima de vítimas de violência.

Segundo as informações apresentadas no evento, as ações e atividades promovidas pelo movimento alcançaram diretamente mais de 15 mil mulheres no último ano.

Jéssica afirmou que o feminicídio pode ser evitado quando há denúncia e acompanhamento adequado antes da agressão. Também defendeu uma rede de apoio entre as mulheres e a participação dos homens no enfrentamento à violência.

Leidiane Pereira, sobrevivente de violência doméstica em 2024 e integrante do movimento Brutas, também participou da sessão e discursou em nome das coordenadoras do projeto.

Acompanhamento após medida protetiva

A solenidade também abordou um novo projeto de lei elaborado em parceria entre Eduardo Pedrosa e Jéssica Rodrigues da Silva. A proposta é direcionar mulheres que deixam a delegacia com medida protetiva para acompanhamento contínuo e gestão de risco.

Homenagens na CLDF

Ao final da sessão, foram entregues moções de louvor a mulheres que atuam no acolhimento e na defesa dos direitos das mulheres no Distrito Federal, entre elas advogadas, psicólogas, jornalistas, promotoras de Justiça e voluntárias.

As homenagens foram propostas por Eduardo Pedrosa e assinadas pelo presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz.

Crédito da foto: Imagem ilustrativa gerada por IA