sábado, setembro 19, 2026
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Lei que criou Brasília completa 70 anos neste sábado; veja detalhes e conheça sinfonia.

Os quatro candidatos ao Governo do Distrito Federal mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto divulgada pelo Datafolha na sexta-feira (11) participaram de entrevistas ao vivo no DF1 entre segunda-feira (14) e quinta-feira (17). Leandro Grass (PT),.

Celina Leão destaca contratações e novas UPAs

Celina Leão afirmou que cancelou o aniversário de Brasília neste ano para destinar recursos à contratação de médicos. Segundo a candidata, o governo priorizou o pagamento de 20 mil cirurgias, a realização de 200 mil consultas e a construção de sete novas unidades de pronto atendimento (UPAs).

A previsão apresentada por ela é entregar cinco unidades ainda neste ano e ampliar a capacidade de atendimento em 700 mil pessoas.

Questionada sobre as contratações temporárias de profissionais da saúde, medida à qual se posicionou contra quando era deputada distrital, em 2014, Celina afirmou que continua criticando esse modelo. Ela justificou, porém, que o concurso temporário é mais rápido e citou as restrições do período eleitoral.

A candidata disse que o planejamento prevê concursos para servidores efetivos, mas observou que algumas especialidades enfrentam falta de interessados. Como exemplo, afirmou que somente um anestesista se apresentou em um concurso aberto para a área.

Celina também respondeu sobre a ausência de hospitais prometidos em 2022, quando ocupava o cargo de vice-governadora e Ibaneis Rocha era governador. Ela declarou que não pode ser responsabilizada pelas decisões da gestão do ex-governador, pois, embora pudesse representá-lo, não tinha autonomia para definir prioridades.

Arruda propõe reajustes e redução de gastos

Arruda foi questionado sobre as medidas que adotaria para atrair médicos diante da escassez de profissionais na rede pública.

O candidato defendeu o aumento dos salários dos trabalhadores da saúde e afirmou que o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) está sendo administrado de forma caótica, embora considere o instituto necessário.

O candidato também disse que pacientes de Brasília estão buscando atendimento em Goiás e classificou a situação como uma vergonha.

Ao explicar como pretende financiar novas contratações e construções de hospitais previstas em seu plano de governo, Arruda afirmou que a atual administração de Brasília consome grande parte dos recursos com a própria estrutura.

Caso seja eleito, prometeu devolver imóveis com aluguéis caros, reduzir cargos comissionados e o número de secretarias, além de revisar contratos de prestadores de serviço.

Leandro Grass promete ampliar as UBSs

Leandro Grass afirmou que o Iges consome mais de R$ 1 bilhão por ano e não entrega o resultado esperado na saúde pública.

O candidato disse que foi contrário à criação do instituto por considerar que o modelo concorreria com a Secretaria de Saúde e não atenderia às expectativas da população, principalmente na atenção primária.

Grass declarou que, se eleito, ampliará e equipará as unidades básicas de saúde (UBSs), além de contratar mais equipes. Segundo ele, o Iges será modificado, com a manutenção de profissionais de ponta, como médicos e enfermeiros.

O candidato também afirmou que pretende demitir pessoas que classificou como cabos eleitorais de Celina Leão. Grass defendeu o atendimento perto da residência dos pacientes e disse que pretende reduzir o tempo de espera na rede pública.

Conforme declarou na entrevista, a espera média para uma consulta no Distrito Federal é de 254 dias.

Paula Belmonte defende atenção básica e digitalização

Paula Belmonte classificou como vergonhosa a situação da saúde pública do Distrito Federal. Questionada sobre o fortalecimento da atenção básica, a integração dos prontuários eletrônicos e a reorganização dos fluxos de atendimento, a candidata prometeu construir mais 40 UBSs nas regiões administrativas.

A candidata afirmou que as unidades precisam estar próximas das residências para fortalecer a saúde preventiva. Segundo ela, atualmente nenhuma UBS possui uma equipe completa em atuação e faltam 111 médicos de retaguarda.

Paula também prometeu digitalizar serviços do governo para que os pacientes possam acompanhar a posição nas filas de consultas e cirurgias. A proposta inclui reorganizar a fila de procedimentos e ampliar a atuação dos agentes comunitários nas residências, inclusive para acompanhar violações de direitos.

Celina atribui resultado do Ideb às regras de reprovação

Na área da educação, Celina Leão foi questionada sobre o desempenho do Distrito Federal no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A candidata afirmou que o resultado foi influenciado pelas diferentes métricas adotadas pelos sistemas de ensino.

Segundo Celina, um estudante pode ser reprovado no Distrito Federal ao não alcançar o desempenho necessário em duas matérias, enquanto outros estados adotam modelos sem reprovação. Para a candidata, essa diferença interfere diretamente no índice do Ideb.

Crédito da foto: Imagem ilustrativa gerada por IA