Polícia faz operação contra grupo suspeito de furtar carros de luxo no DF
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta quarta-feira (2/9), uma operação contra uma organização criminosa suspeita de furtar veículos de alto valor, adulterar sinais identificadores, receptar automóveis e lavar dinheiro.
Batizada de Kiichiro, a operação cumpre 19 mandados de prisão preventiva e 38 de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados de Goiás, Maranhão e Paraíba. A ação conta com o apoio da Polícia Civil de Goiás.
Grupo teria atuado no DF e no Entorno
A investigação, conduzida pela Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri), aponta que o grupo atuou de forma estruturada ao menos entre julho de 2025 e maio deste ano no Distrito Federal e no Entorno.
Os investigados são suspeitos de concentrar as ações principalmente no furto de caminhonetes Toyota Hilux e SW4.
A organização seria dividida em núcleos. Alguns integrantes ficavam responsáveis pelo planejamento e comando dos crimes, enquanto outros atuavam nos furtos, na vigilância, na escolta, na ocultação e adulteração dos veículos, no transporte e na movimentação financeira.
Equipamentos eletrônicos eram usados nos furtos
O grupo utilizava equipamentos eletrônicos para superar os sistemas de segurança dos veículos. Após os furtos, as caminhonetes eram levadas para locais usados para o chamado esfriamento.
Nesses locais, os veículos permaneciam temporariamente antes de terem os sinais identificadores adulterados e serem reinseridos no mercado ilegal. A polícia também identificou negociações de veículos furtados em troca de entorpecentes.
Suspeitos movimentaram cerca de R$ 5 milhões
Análises financeiras realizadas durante a investigação indicaram que os suspeitos movimentaram cerca de R$ 5 milhões entre 1º de junho e 25 de novembro de 2025.
Um dos integrantes do grupo movimentou sozinho aproximadamente R$ 1,5 milhão no período. Os valores foram distribuídos entre diferentes contas bancárias e instituições de pagamento.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, furto qualificado, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas previstas podem ultrapassar 40 anos de prisão, dependendo das circunstâncias e de eventual condenação.

