PSTU declara “voto crítico” em Grass para o 2º turno no DF
O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU-DF) anunciou voto crítico em Leandro Grass (PT) no segundo turno da disputa pelo Governo do Distrito Federal. A legenda afirma que a posição não representa adesão política ao petista, mas uma decisão.
No primeiro turno, o PSTU lançou Professor Robson da Silva ao GDF, com Eduardo Zanata como vice. Robson terminou a disputa em 7º lugar, com 0,10% dos votos.
PSTU critica gestão de Celina Leão
Em manifesto da direção distrital, o partido afirma que considera necessária a derrota de Celina Leão por avaliar que há riscos de retrocessos democráticos, autoritarismo e arrocho econômico.
O PSTU acusa a atual gestão de dar continuidade ao projeto de Ibaneis Rocha e critica medidas que classifica como ajuste fiscal, além do uso do orçamento público em benefício de grandes empresários.
A legenda também cita propostas de ampliação das privatizações, congelamento de investimentos em serviços públicos por 15 anos, transferência de patrimônio do Distrito Federal ao setor privado e repasses à saúde privada.
Na educação, o partido denúncia assédio a professores, avanço da militarização das escolas e terceirização por meio de plataformas digitais. O manifesto também critica medidas que, na avaliação da sigla, representam retirada de direitos de mulheres, negros e da comunidade LGBTQIAPN+.
Apoio não representa aliança com o PT
Apesar da indicação de voto em Leandro Grass, o PSTU afirma que continuará fazendo oposição ao PT e ao projeto da Frente Ampla. A legenda diz que não negociará cargos, secretarias ou favores políticos e que fará campanha de forma independente, com militância e materiais próprios.
O partido também critica a estratégia do PT de conciliação com partidos do Centrão. Segundo o manifesto, esse modelo enfraquece as lutas populares e contribui para o fortalecimento da extrema-direita.
A sigla ainda reprova movimentos da campanha de Grass em busca de apoio de nomes como o ex-governador José Roberto Arruda e Kiko Caputo, do Novo.
Para o PSTU, uma eventual vitória de Leandro Grass não provocaria mudanças estruturais no Distrito Federal, porque manteria, na avaliação da legenda, concessões a grandes empresários.
Partido promete oposição nas ruas
O posicionamento segue a linha defendida por Professor Robson no primeiro turno. Ao votar no Guará II, o então candidato afirmou que o PSTU não atua apenas durante as eleições e que pretende manter presença nos movimentos sociais.
O partido afirma que, caso Leandro Grass vença a eleição, continuará como oposição de esquerda. Entre as propostas defendidas pela legenda estão a estatização de grandes empresas, o confisco de bens de corruptos e a estatização do transporte público.
O PSTU também convoca trabalhadores, sindicatos e estudantes a manterem independência política e organizativa diante de eventuais medidas que considere contrárias aos seus direitos.

