quarta-feira, outubro 7, 2026
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Foragido por matar empresário faz família refém e morre em confronto com a polícia

Guilherme Estrela Ribeiro, de 33 anos, acusado de matar o empresário Moisés Ribeiro de Araújo, de 56, em Taguatinga, morreu após manter familiares como reféns e atirar contra policiais militares no município de Rosário, na Bahia.

O confronto ocorreu nesta terça-feira (6/10), durante uma ação conjunta de captura envolvendo as polícias civis e militares do Distrito Federal, de Goiás e da Bahia. Guilherme estava foragido desde sábado (3/10) e, segundo as informações levantadas pelas equipes, estaria escondido na casa de parentes na cidade baiana.

Ao perceber a chegada dos policiais, ele rendeu os ocupantes da residência e os ameaçou com uma pistola. De acordo com o delegado Thiago Boeing, adjunto da 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte, houve um longo período de negociação.

Segundo o delegado, Guilherme efetuou disparos e os policiais reagiram. Ele foi socorrido e levado ao hospital local, mas não resistiu aos ferimentos.

Arma será submetida à perícia

Uma pistola Glock foi apreendida e será submetida a exames periciais para verificar se foi utilizada no homicídio do empresário em Taguatinga. As investigações continuam para esclarecer completamente o caso.

Empresário foi morto dentro de restaurante

Moisés Ribeiro de Araújo foi morto a tiros no sábado (3/10), dentro do restaurante Gordeixos, na QND 32 de Taguatinga, estabelecimento de sua propriedade.

Segundo a investigação, o empresário foi baleado por volta das 13h, enquanto atendia clientes. Câmeras de segurança registraram a presença de Guilherme no local. Ele entrou no comércio, sacou uma arma de fogo e efetuou disparos contra Moisés, que morreu no estabelecimento.

Antes de sair, o autor disse aos clientes que o crime serviria de lição para a vítima, para que não voltasse a se envolver com a mulher de outro homem.

Investigação apura motivação

As apurações indicam que Guilherme teria mantido relacionamento com a mesma mulher que também se relacionava com o empresário.

Guilherme tinha antecedentes por homicídio e tráfico de drogas. Em 2016, envolveu-se em uma troca de tiros com policiais civis do Distrito Federal, foi baleado e preso. Em julho deste ano, saiu do Centro de Progressão Penitenciária para trabalhar, mas não retornou.