Sargento expulso do Exército por atropelamento no DF é solto pela Justiça
O sargento Guilherme da Silva Oliveira, de 22 anos, foi expulso do Exército após uma sindicância concluir que ele praticou ato incompatível com o decoro militar. A exclusão ocorreu em 13 de julho e foi divulgada nesta sexta-feira (24).
O militar é investigado pelo atropelamento de Maria Clara Facundo, de 20 anos, ocorrido na madrugada de 25 de abril, no Riacho Fundo I. A Justiça do Distrito Federal revogou a prisão preventiva e determinou a soltura dele na terça-feira (21).
Atropelamento no Riacho Fundo
De acordo com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Guilherme dirigia em alta velocidade, na contramão e de marcha à ré quando atingiu Maria Clara, que atravessava a rua acompanhada de uma amiga.
Após o atropelamento, o motorista deixou o local sem prestar socorro. A defesa afirma que ele acreditou ter passado sobre garrafas de vidro e entrou em pânico ao perceber que havia atingido uma pessoa.
O Ministério Público denunciou o militar por tentativa de homicídio. A acusação considera que as circunstâncias do caso indicam que ele assumiu o risco de provocar a morte da vítima.
Jovem segue em recuperação
Maria Clara sofreu traumatismo craniano e fraturas na bacia e no rosto. Ela passou por cirurgias, ficou internada por 17 dias e segue em recuperação.
A jovem ainda enfrenta dores, limitações para atividades que exigem esforço físico e realiza sessões de fisioterapia.
Sindicância levou à expulsão
O Exército abriu uma apuração interna para analisar a conduta do sargento. A sindicância concluiu que o ato foi incompatível com o decoro militar, o que resultou na exclusão dele da corporação.
A expulsão na esfera administrativa não encerra o processo criminal. O caso continua em análise na Justiça do Distrito Federal.
Crédito da foto: TV Globo/Reprodução
Crédito da foto: TV Globo/Reprodução

