sábado, julho 25, 2026
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Sargento expulso do Exército por atropelamento no DF é solto pela Justiça

O sargento Guilherme da Silva Oliveira, de 22 anos, foi expulso do Exército após uma sindicância concluir que ele praticou ato incompatível com o decoro militar. A exclusão ocorreu em 13 de julho e foi divulgada nesta sexta-feira (24).

O militar é investigado pelo atropelamento de Maria Clara Facundo, de 20 anos, ocorrido na madrugada de 25 de abril, no Riacho Fundo I. A Justiça do Distrito Federal revogou a prisão preventiva e determinou a soltura dele na terça-feira (21).

Atropelamento no Riacho Fundo

De acordo com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Guilherme dirigia em alta velocidade, na contramão e de marcha à ré quando atingiu Maria Clara, que atravessava a rua acompanhada de uma amiga.

Após o atropelamento, o motorista deixou o local sem prestar socorro. A defesa afirma que ele acreditou ter passado sobre garrafas de vidro e entrou em pânico ao perceber que havia atingido uma pessoa.

O Ministério Público denunciou o militar por tentativa de homicídio. A acusação considera que as circunstâncias do caso indicam que ele assumiu o risco de provocar a morte da vítima.

Jovem segue em recuperação

Maria Clara sofreu traumatismo craniano e fraturas na bacia e no rosto. Ela passou por cirurgias, ficou internada por 17 dias e segue em recuperação.

A jovem ainda enfrenta dores, limitações para atividades que exigem esforço físico e realiza sessões de fisioterapia.

Sindicância levou à expulsão

O Exército abriu uma apuração interna para analisar a conduta do sargento. A sindicância concluiu que o ato foi incompatível com o decoro militar, o que resultou na exclusão dele da corporação.

A expulsão na esfera administrativa não encerra o processo criminal. O caso continua em análise na Justiça do Distrito Federal.

Crédito da foto: TV Globo/Reprodução

Crédito da foto: TV Globo/Reprodução