Sessão Solene Homenagem aos sanitaristas é marcada por defesa do SUS e da democracia.
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, nesta quinta-feira (20), sessão solene em homenagem aos sanitaristas, profissionais que atuam na saúde coletiva, na gestão, na formulação de políticas públicas e na vigilância em saúde. Durante a.
O presidente da Associação de Bacharéis em Saúde Coletiva (Asbac), Danylo Vilaça, afirmou que os profissionais podem contribuir para qualificar a gestão do SUS. Segundo ele, gestão e assistência devem atuar de forma integrada para garantir princípios como humanização, equidade e universalidade.
Reconhecimento profissional
A estudante Jeniffer de Sá, do curso de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), destacou a necessidade de ampliar o reconhecimento da profissão e as oportunidades de trabalho para os bacharéis da área.
Ela relatou que dúvidas sobre a inserção profissional acompanham muitos estudantes durante e após a graduação.
Uma das conquistas recentes da categoria foi a regulamentação da profissão por meio do Decreto nº 12.921, de abril de 2026, que detalhou as condições previstas na Lei nº 14.725/2023, responsável por regulamentar a atividade de sanitarista.
O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, explicou que o decreto estabelece prazo de 180 dias para entrar em vigor. Por esse motivo, os registros dos profissionais no Sistema de Registro Profissional do Ministério da Saúde (Sirp-MS) ainda não estão sendo emitidos.
Segundo Proenço, os pedidos de registro já estão sendo analisados, embora o status ainda não esteja sendo atualizado no sistema.
Participação na criação do SUS
Os discursos também ressaltaram a atuação histórica dos sanitaristas no processo que resultou na criação do Sistema Único de Saúde na Constituição Federal de 1988.
A deputada distrital Dayse Amarilio (PSB), autora da iniciativa da sessão solene, afirmou que a saúde coletiva teve papel importante durante a redemocratização do país e na criação do SUS, considerado por ela um patrimônio da população brasileira.
A sanitarista Blenda Leite, assessora técnica do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), relembrou o movimento da reforma sanitária e a defesa da saúde como direito, em oposição à visão da saúde como mercadoria.
Defesa da democracia e participação política
O secretário-adjunto da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Ilano Barreto, relacionou o fortalecimento do SUS à democracia. Ele defendeu que estudantes e profissionais sanitaristas mantenham participação ativa na política e na mobilização da categoria.
De acordo com Barreto, essa participação pode contribuir para ampliar a presença dos sanitaristas no mercado de trabalho e no próprio Sistema Único de Saúde.
Ao fim da sessão, foram entregues moções de louvor aos profissionais pelos serviços prestados à saúde pública.
Crédito da foto: Felipe Ando/Agência CLDF

