Solta mãe de recém-nascido encontrado carbonizado no DF; companheiro continua preso
A Justiça decidiu soltar a mãe do recém-nascido encontrado carbonizado em meio a lixo e entulho no Recanto das Emas, no Distrito Federal. A mulher, de 35 anos, e o companheiro, de 56, haviam sido presos em flagrante por infanticídio na sexta-feira (25).
Na audiência de custódia realizada neste sábado (26), a Justiça determinou a soltura da mulher e manteve a prisão do homem.
O corpo do bebê foi encontrado na Quadra 402 do Recanto das Emas, junto à placenta e ao cordão umbilical. A perícia ainda deve apontar se a criança estava viva ou morta quando foi deixada no local.
Imagens ajudaram a localizar o casal
Câmeras de segurança ajudaram os investigadores a chegar até a mãe do recém-nascido. Ela foi encontrada em casa com o companheiro. O casal morava a poucos metros do local onde o corpo foi localizado.
A mulher contou à polícia que teria sofrido um aborto espontâneo no banheiro de casa e que o bebê teria nascido morto. Segundo o delegado Zander Pacheco, ela inicialmente teve uma crise de choro e confessou ser a mãe da criança.
As imagens mostram a mulher saindo de casa com uma sacola, indo até o local onde o bebê foi encontrado e retornando para casa.
Polícia apura participação do companheiro
Segundo o delegado, o homem inicialmente negou saber que a companheira estava grávida. A análise das câmeras, no entanto, identificou os dois no local.
As imagens mostram o homem apontando o local para a mulher. Em depoimento, ele também afirmou que não é o pai do recém-nascido.
De acordo com a polícia, o companheiro havia saído da cadeia há cerca de quatro meses.
Terceiro homem é procurado
A Polícia Civil também investiga a participação de um terceiro homem registrado pelas câmeras de segurança ateando fogo no local onde o corpo foi encontrado. Ele ainda não foi identificado.
Segundo o delegado responsável pelo caso, a investigação ainda não conseguiu determinar se esse homem sabia que havia o corpo de uma criança no local.
Perícias devem esclarecer morte do bebê
A casa onde o casal morava deve passar por perícia. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) também deve apontar se a criança já estava morta quando foi deixada no lixo ou se apresentava sinais de vida.
A investigação continua para esclarecer as circunstâncias da morte e do descarte do corpo.
Crédito da foto: Imagem ilustrativa gerada por IA

