terça-feira, janeiro 20, 2026
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GDF aposta no emprego para tirar pessoas das ruas

Foto: Arquivo / Agência Brasília

Além do trabalho, pessoas têm acesso a moradia e assistência social

O Governo do Distrito Federal iniciou uma nova etapa da política voltada à população em situação de rua ao priorizar a contratação de pessoas em vulnerabilidade para cargos criados especialmente para este público. A estratégia passa a tratar o acesso ao trabalho e à renda como ferramentas essenciais para garantir uma saída duradoura das ruas, associando emprego, moradia e assistência social em um mesmo conjunto de políticas.

A iniciativa integra o plano distrital e busca transformar trajetórias marcadas pela exclusão em oportunidades concretas de reconstrução pessoal e profissional.

Coordenador do plano, o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, afirma que a proposta rompe com ações pontuais e aposta em soluções estruturantes. “Não adianta retirar alguém de um ponto da cidade sem oferecer alternativa. A ideia do plano distrital é dar condições para que a pessoa possa sair da rua”, destaca. Segundo ele, o desenho da política considerou dados técnicos e a atuação conjunta de diferentes áreas do governo.

Além da presença direta no serviço público, a política também incentiva a contratação de pessoas em situação de rua por empresas prestadoras de serviços ao GDF, que devem ter 2% 2% das vagas para pessoas em situação de rua, ampliando as chances de inserção no mercado formal. A medida, de acordo com o governo, já tem impacto positivo ao possibilitar acesso a renda, moradia e estabilidade para quem antes vivia em extrema vulnerabilidade.

A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, ressalta que o enfrentamento da situação de rua exige respostas personalizadas. “Quando se fala de população em situação de rua, as pessoas tendem a colocar todo mundo em uma caixa só. Mas são histórias muito diferentes, muitas vezes marcadas por quebra de vínculo familiar, dificuldade de saúde mental ou dependência química. Cada pessoa precisa de resposta específica”, afirma.

Para a gestora, a política de emprego é o elemento que consolida a autonomia. “A assistência social garante o mínimo para que a pessoa tenha dignidade e esperança. Mas a inclusão produtiva é o que consolida o processo. Não existe solução simples. É o GDF inteiro trabalhando de forma integrada para que ela supere a extrema vulnerabilidade”, conclui.