Bebê do DF é levada a Curitiba em missão aeromédica
Uma missão aeromédica do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) transportou, neste domingo, 21 de junho de 2026, uma bebê de 8 meses com quadro de falência hepática para Curitiba (PR) para avaliação e possível transplante de fígado. A operação.
Transporte da esperança
O voo partiu do hangar da Secretaria de Segurança Pública no Aeroporto Internacional de Brasília. A bordo da aeronave Resgate 09, modelo Grand Caravan EX, foram dois pilotos, um médico e um enfermeiro especializados em transporte aeromédico. A previsão de duração do trajeto era de cerca de quatro horas.
Na chegada, a paciente e os familiares foram encaminhados ao Hospital Pequeno Príncipe com apoio de ambulância local.
A necessidade do transplante decorreu de uma piora súbita no estado de saúde da criança, que estava em investigação desde os cinco meses por alterações no fígado. A mãe relatou que, embora a possibilidade de transplante já existisse, a evolução acelerada do quadro tornou o procedimento urgente.
“A minha filha teve uma piora muito repentina, chegou num quadro de falência hepática, então precisa fazer o transplante urgente”, disse a mãe.
Parceria interestadual
Segundo a família, o tipo de procedimento não está disponível na capital federal, motivo pelo qual a transferência interestadual foi necessária. A avó materna passou por exames no Distrito Federal e foi indicada como possível doadora. Agora, novos testes serão realizados antes de qualquer operação.
O Hospital Pequeno Príncipe fará as avaliações clínicas pré‑operatórias necessárias pra confirmação do transplante.
O comandante da aeronave afirmou que a missão foi planejada na melhor janela operacional, levando em conta as condições meteorológicas para a região Sul, e destacou a configuração multimissão da aeronave, adaptada para transporte de pacientes com suporte de oxigênio e autonomia para várias horas de voo.
Após a chegada a Curitiba, a família aguarda os resultados dos novos exames para confirmar a compatibilidade da doadora e a programação do procedimento.
Crédito da foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

