sexta-feira, julho 3, 2026
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Comércio segundo maior empregador do DF em 2024 — 218 mil trabalhadores

O comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas se manteve como o segundo maior empregador do Distrito Federal em 2024. O setor reunia 218 mil trabalhadores, o equivalente a 16,2% da população ocupada do DF.

Os dados fazem parte do boletim Trabalho no Comércio do Distrito Federal 2024, elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O levantamento analisa a evolução da ocupação no setor entre 2011 e 2024.

Comércio perde participação no emprego do DF

Entre 2011 e 2024, a participação do comércio na estrutura ocupacional do Distrito Federal caiu de 18,5% para 16,2%.

No mesmo período, o número total de pessoas ocupadas no DF cresceu 11,6%. Já o comércio registrou redução de 2,7% no contingente de trabalhadores.

O boletim aponta que o período foi marcado pela Reforma Trabalhista, pela pandemia de Covid-19 e por mudanças nos hábitos de consumo e no comportamento social.

Alimentos, feiras e veículos ganham espaço

O levantamento também mostra mudanças dentro do próprio setor.

O comércio de produtos alimentícios, bebidas e fumo, supermercados, hipermercados, comércio ambulante e feiras aumentou sua participação na ocupação do segmento, de 33,5% para 37,6% entre 2011 e 2024.

O comércio e reparação de veículos automotores e combustíveis também avançou, passando de 16,5% para 19,3%.

Por outro lado, houve queda na participação dos segmentos de tecidos, vestuário, calçados e artigos de viagem. Também recuaram o comércio de produtos farmacêuticos, médicos, cosméticos e perfumaria e o conjunto de outras atividades comerciais.

Jornada no comércio fica acima da média

Em 2024, os trabalhadores do comércio cumpriam jornada média de 45 horas semanais.

O número ficou acima da média de 40 horas observada no conjunto dos ocupados do Distrito Federal.

No mesmo ano, o rendimento médio mensal no setor foi de R$ 2.865. Entre 2011 e 2024, o rendimento médio real dos trabalhadores do comércio cresceu 5,3%.

Trabalho assalariado segue predominante

A principal forma de inserção dos trabalhadores do comércio continua sendo o emprego assalariado no setor privado.

Em 2024, 68,6% dos ocupados no comércio estavam nessa condição. Desse total, 58,3% tinham carteira de trabalho assinada.

A cobertura previdenciária alcançou 78,6% dos trabalhadores do comércio, percentual próximo ao registrado para o conjunto dos ocupados do Distrito Federal.

Crédito da foto: Arquivo/Agência Brasília