quinta-feira, julho 2, 2026
Desta semanaPolítica

Feira do Guará é reconhecida como patrimônio cultural imaterial do DF

A Feira do Guará foi reconhecida oficialmente como Patrimônio Cultural Imaterial do Distrito Federal pela Lei nº 7.900/2026, de autoria do deputado distrital Ricardo Vale (PT). A medida registra a contribuição histórica, econômica e cultural do espaço para a.

Reconhecimento da tradição popular

O título é destinado a bens e manifestações que representam a memória, os saberes, os costumes e as tradições de uma comunidade.

Com a nova lei, a Feira do Guará passa a ter sua trajetória registrada como parte da cultura popular brasiliense, construída ao longo de mais de cinco décadas de atuação.

História ligada ao Guará

A feira surgiu em meados da década de 1960, praticamente junto com a cidade do Guará, criada no fim daquele período para atender à demanda habitacional de trabalhadores e servidores públicos.

No início, o espaço oferecia oportunidade de trabalho a pessoas que comercializavam produtos em barracas improvisadas. Depois de funcionar em diferentes locais, a feira se consolidou no Centro Administrativo Vivencial e Esporte (Cave), ao lado da Administração Regional do Guará.

Estrutura e comércio local

A estrutura atual da Feira do Guará foi inaugurada oficialmente em 1983. Em 2010, o espaço ganhou uma nova ala com mais de 120 lojas, ampliando a variedade de produtos e fortalecendo sua vocação comercial.

Atualmente, a feira reúne cerca de 650 estabelecimentos e garante sustento a cerca de 1.500 famílias.

Além do comércio popular, o local é conhecido pela diversidade gastronômica, pelo artesanato, pelos produtos regionais e pelo ambiente de convivência que atrai moradores e visitantes.

Proteção ao espaço

Para Ricardo Vale, a importância histórica e social da Feira do Guará justifica o reconhecimento oficial como patrimônio imaterial.

“Foi uma grande vitória dos moradores do Guará e dos feirantes que há anos trabalham duro para servir bem a nossa população. A feira passa a ter proteção contra mudanças que podem descaracterizar seu espaço além de poder receber investimentos voltados à preservação, ao turismo e ao comércio local”, afirmou o deputado.

Crédito da foto: Lúcio Bernardo Júnior/Divulgação

Crédito da foto: Foto: Lúcio Bernardo Júnior/Divulgação