Frio e dores crônicas: como o inverno pode afetar a saúde
Com a chegada do frio, pacientes do Distrito Federal relatam aumento da percepção de dores crônicas, diz a reumatologista do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Rafaela Cruz. O impacto aparece na rotina: queda da mobilidade, necessidade de agasalho e.
Alteração funcional
A doutora Rafaela explica que a piora nem sempre indica agravamento da doença: “A musculatura fica mais rígida e menos elástica, o que pode gerar desconforto durante os movimentos e os alongamentos”.
O organismo também reduz a circulação nas extremidades para preservar calor, o que pode aumentar a sensibilidade e intensificar a sensação de dor em mãos e pés.
Especialistas recomendam manter-se ativo, bem agasalhado e hidratado. Movimentar-se regularmente ajuda a melhorar a circulação e a oxigenação dos tecidos. A redução da atividade no inverno, ao contrário, tende a diminuir a mobilidade e agravar o desconforto.
A paciente Cláudia Cordeiro da Silva, que convive com fibromialgia e artrose há anos, relata a mudança de rotina: “Quando chega esta época, eu já me escondo dentro de casa. Fico encolhida, deitada, porque tudo dói”.
Sintomas e assistência
Pessoas com dores persistentes nas articulações, músculos ou coluna devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para avaliação inicial. Após consulta e exames, a rede pública pode encaminhar o paciente para atendimento especializado em reumatologia ou outras especialidades, quando necessário.
Além da orientação individual, profissionais do HRSM reforçam que medidas simples — manter o corpo aquecido, continuar atividades físicas adaptadas e hidratar-se mesmo sem tanta sede — podem ajudar a preservar a qualidade de vida durante os meses frios.
Em caso de alterações súbitas no quadro de dor ou limitação funcional, a recomendação é buscar atendimento para diagnóstico e tratamento adequados.
Crédito da foto: Foto: Divulgação IgesDF
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