Doação de leite humano no DF: mais de 4 mil recém-nascidos beneficiados entre janeiro e março
Entre janeiro e março de 2026, 4.089 recém-nascidos no Distrito Federal foram beneficiados com leite humano, segundo dados da Secretaria de Saúde (SES-DF). A doação de leite humano no DF atende prioritariamente prematuros de baixo peso e bebês enfermos e.
Contexto
O relato da vendedora Graciele da Silva ilustra o impacto: a filha Maitê, nascida prematura, ficou intubada e se alimenta por sonda no Hospital Regional de Taguatinga; Graciele atribui ao leite doado a recuperação clínica da criança. “Se não fosse o banco de leite, eu não sei o que seria da minha Maitê.
O leite está ajudando na melhora dela, ela está saudável, ganhando peso e em breve vai sair do hospital”, diz a mãe.
Apesar do aumento no volume total coletado, o número de atendimentos individuais em amamentação caiu no período: foram 44.309 registros entre janeiro e março de 2026, contra 50.546 no mesmo período de 2025.
Ao mesmo tempo, a coleta de leite passou de 4.365,9 litros no primeiro trimestre de 2025 para 4.675,2 litros em 2026, segundo a SES-DF. Esses dados mostram uma ampliação no aproveitamento das doações enquanto as consultas e acompanhamentos individuais recuaram.
Detalhes
A rede do DF é formada por 14 bancos de leite humano e sete postos de coleta, que recebem, processam e pasteurizam o leite antes de distribuí‑lo às unidades neonatais.
A coordenadora substituta das Políticas de Aleitamento Materno da SES-DF, Graça Cruz, afirma que a meta mensal é de 2.000 litros e que, desde novembro, houve queda nas doações — em março foram coletados cerca de 1,7 mil litros.
A prioridade operacional continua sendo o abastecimento das UTIs neonatais e o atendimento a recém-nascidos mais vulneráveis. ()
Mães saudáveis que tenham leite excedente podem se cadastrar no programa Amamenta Brasília, pela internet, ou pelo Disque Saúde 160 (opção 4); depois do cadastro, a doadora é encaminhada ao banco de leite mais próximo para receber orientações sobre higiene, coleta e armazenamento.
A rede também conta com parceiros responsáveis pela logística de recolhimento e transporte do material até as unidades que fazem o processamento. ()
A manutenção da meta de coleta e a reversão da queda nos atendimentos de amamentação aparecem como desafios imediatos para a rede do DF: além de sustentar o abastecimento das UTIs, a gestão precisa entender fatores que influenciam a redução dos acompanhamentos individuais e incentivar a captação regular de doadoras.
Para anôncios práticos, o cadastro no Amamenta Brasília e o Disque Saúde 160 continuam sendo os caminhos indicados pela SES-DF. Fonte: SES-DF. ()
Crédito da foto: Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF
Crédito da foto: Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

