domingo, novembro 8, 2026
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Oficina de miçangas leva criatividade e convivência à psiquiatria do Hospital de Base

Pacientes internados na ala de psiquiatria do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) participam, todas as terças-feiras, de uma oficina de miçangas que promove criatividade, interação e convivência durante o tratamento. Realizada há quatro anos, a.

A iniciativa é coordenada pela presidente do Serviço Auxiliar Voluntário (SAV), Vandelícia Dias, que percorre os quartos convidando os pacientes a participar. Durante os encontros, eles escolhem cores, combinam formatos e produzem pulseiras, colares e outros acessórios.

Alguns pacientes preferem observar antes de começar. Outros já conhecem a oficina e aproveitam o encontro para continuar trabalhos iniciados nas semanas anteriores. As peças confeccionadas podem ser usadas pelos próprios participantes ou oferecidas como presentes a colegas e profissionais de saúde.

Atividade estimula concentração e convivência

Além de incentivar a interação, a oficina exige atenção, planejamento e criatividade. Os participantes precisam escolher as miçangas, organizar as cores e definir como será o acessório antes de concluir a produção.

“Parece uma coisa boba, mas, com isso, eles precisam pensar, planejar as cores que vão usar, como vai ser o desenho final; eles colocam a mente para trabalhar e, enquanto fazem isso, não pensam na doença que estão enfrentando”, explica Vandelícia.

O chefe do Serviço de Enfermagem da Psiquiatria do Hospital de Base, Edinan Oliveira Neto, destaca que o principal objetivo da iniciativa é proporcionar momentos de convivência durante a internação.

“O objetivo aqui não é fazer pulseiras, é interagir com os colegas, conversar, ouvir uma música, compartilhar esse momento”, afirma.

Segundo o profissional, a atividade oferece uma alternativa à rotina dos pacientes. “Eles estão se ocupando, é diferente de apenas estar no leito recebendo medicações”, acrescenta.

Produção de presentes fortalece vínculos

Uma das estratégias utilizadas pela voluntária para incentivar a participação é sugerir que os acessórios sejam confeccionados para presentear outras pessoas, especialmente quando o paciente demonstra pouco interesse em produzir algo para uso próprio.

“Quando alguém diz que não quer participar porque não usa, eu sempre sugiro fazer algo para dar para a médica que cuida dele, para o enfermeiro que administra o remédio. Eles começam a trocar entre si, e isso vira um momento de conexão, de mostrar gratidão e de estreitar laços”, relata Vandelícia.

Entre os participantes está Carla, nome fictício de uma paciente que escolheu miçangas amarelas de diferentes formatos para produzir uma pulseira de presente. Para ela, a oficina representa uma oportunidade de se concentrar em uma atividade diferente da rotina de internação.

“Eu achei essa atividade bem legal. É um momento em que a gente fica concentrado e não pensa em mais nada”, conta.

Hospital de Base oferece outras atividades aos pacientes

A oficina de miçangas integra um conjunto de atividades desenvolvidas na psiquiatria do Hospital de Base para ampliar as oportunidades de participação e convivência durante a hospitalização.

Entre as iniciativas também estão o plantio na horta, a modelagem em argila, a prática de boxe e a realização de festas temáticas.

As ações oferecem aos pacientes diferentes formas de ocupar o tempo, interagir com outras pessoas e participar de atividades fora dos leitos durante o período de tratamento.

Crédito da foto: Divulgação/IgesDF