quinta-feira, setembro 10, 2026
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Operação Ornamentum – PCDF cumpre mandados contra sonegação fiscal e lavagem de dinheiro

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º/7), a Operação Tróia para desarticular uma organização criminosa sediada em Pernambuco. O grupo é investigado por aplicar golpes cibernéticos contra moradores do Distrito.

A ação foi conduzida pela 29ª Delegacia de Polícia e teve como alvo suspeitos envolvidos no golpe da falsa namorada, também chamado de golpe do falso integrante de facção criminosa.

Vítima do Riacho Fundo sofreu ameaças

As investigações começaram depois que um morador do Riacho Fundo procurou a PCDF. Ele relatou que conheceu uma suposta mulher em um aplicativo de relacionamentos e passou a trocar mensagens com ela.

Posteriormente, a vítima começou a receber ameaças de pessoas que se apresentavam como integrantes de uma facção criminosa. Os suspeitos afirmavam que a mulher seria casada com um membro do grupo e exigiam pagamentos para que o morador não sofresse represálias.

Amedrontada, a vítima realizou transferências bancárias e sofreu prejuízos financeiros.

Grupo mantinha divisão de tarefas

As apurações identificaram uma divisão de funções entre os integrantes da organização. Parte do grupo criava perfis falsos de mulheres em aplicativos de relacionamento e redes sociais para atrair as vítimas.

Outros suspeitos assumiam as conversas, fingiam pertencer a facções criminosas e faziam ameaças. Essa parte do esquema atuava de dentro do sistema prisional, onde os integrantes já cumpriam pena por outros crimes.

Por esse motivo, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas celas utilizadas pelos investigados no Presídio de Igarassu, em Pernambuco.

Braço financeiro movimentava valores

A investigação também identificou três pessoas apontadas como responsáveis pelo braço financeiro do esquema. Elas recebiam os valores dos golpes em contas bancárias de terceiros.

Depois dos depósitos, o dinheiro era rapidamente distribuído entre diferentes contas de laranjas, em um esquema de lavagem de dinheiro. Os recursos eram posteriormente sacados e reinseridos no mercado formal com aparência de origem lícita.

Mandados de busca e apreensão domiciliar também foram cumpridos contra esses investigados.

Dispositivos serão submetidos à perícia

As medidas judiciais ocorreram nas cidades pernambucanas de Olinda, Tracunhaém e Paulista, além do Presídio de Igarassu. Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores e outras mídias digitais.

Os dispositivos serão analisados pela Seção de Perícia de Informática do Instituto de Criminalística da PCDF. O trabalho busca aprofundar as investigações, identificar outras vítimas e individualizar a participação de cada integrante do grupo.

A operação contou com o apoio da Polícia Civil do Estado de Pernambuco no cumprimento das medidas judiciais.

Crédito da foto: Imagem ilustrativa gerada por IA