Operação Raio-X apura contratações irregulares de escritórios de advocacia pelo Conselho.
A Justiça Federal autorizou, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Operação Raio-X, que investiga suposto desvio de recursos do Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia (Conter) por meio da contratação irregular de três escritórios de advocacia.
Nesta terça-feira (29), policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão em 13 endereços ligados aos investigados no Distrito Federal, em São Paulo, Pernambuco e Bahia. A Justiça também determinou o afastamento cautelar de três dirigentes do Conselho por 180 dias.
Os crimes investigados são peculato, contratação direta ilegal, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Contratos somam mais de R$ 3,5 milhões
As apurações apontam que os três escritórios de advocacia foram contratados em curto espaço de tempo, sem justificativa legal e de forma direcionada. Os pagamentos às bancas ultrapassaram R$ 3,5 milhões a partir de 2023.
Os escritórios tinham ligação com os dirigentes investigados e ajuizaram ações para assegurar a posse dos três na última eleição para a diretoria do Conter, que foi questionada na Justiça.
Justiça autoriza apreensões e perícia em equipamentos
Além da apreensão de documentos, celulares, computadores, HDs e eventuais valores encontrados, a Justiça autorizou o acesso e a perícia do conteúdo armazenado nos equipamentos, com a quebra dos dados telemáticos.
A decisão também determina o sequestro de um apartamento em Lauro de Freitas, na Bahia, adquirido com recursos que são objeto da investigação.
Os três dirigentes afastados estão proibidos de manter contato entre si enquanto durar a investigação.

