quinta-feira, agosto 27, 2026
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PDDC recebe representantes da Ira Jovem do Gama para tratar de medidas de segurança

A Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC) se reuniu, nesta terça-feira (25), com dirigentes da torcida organizada Ira Jovem do Gama para discutir medidas de segurança durante as partidas e propostas para ampliar a identificação dos associados.

Os representantes da torcida apresentaram medidas para individualizar a responsabilidade por eventuais atos de violência e reforçar a prevenção de incidentes nos estádios.

Cadastro e cumprimento do acordo

A Ira Jovem se comprometeu a encaminhar à PDDC, até o fim desta semana, informações sobre a regularização do cadastro dos associados e sobre a estrutura de governança da entidade.

Também foi estabelecido prazo de 30 dias para a apresentação de informações e comprovantes das medidas adotadas para cumprir as obrigações previstas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado em fevereiro de 2025 com a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon).

Durante a reunião, os dirigentes adiantaram propostas para ampliar o controle sobre os associados. A estimativa é de que, a partir de janeiro de 2027, sejam adotadas catracas com identificação facial, ampliação do número de acessos e entradas distintas para as torcidas.

Responsabilização de torcedores

Os representantes também apresentaram a proposta de individualizar a responsabilidade dos torcedores envolvidos em atos de violência ou incidentes durante atividades esportivas.

Entre as medidas mencionadas estão prestação de serviços em projetos sociais, doação de cestas básicas, suspensão ou expulsão da torcida e impedimento de frequentar estádios. A identificação dos envolvidos também poderá ser encaminhada aos órgãos responsáveis.

Participação em jogo no Bezerrão

A torcida solicitou autorização do Ministério Público para participar do jogo marcado para domingo, 30 de agosto, no Estádio Bezerrão.

O procurador distrital dos direitos do cidadão, Eduardo Sabo, informou que entrará em contato com os órgãos de segurança pública para avaliar a possibilidade e o número de torcedores que poderão estar presentes, considerando a identificação dos integrantes da torcida organizada.

“Nosso papel não é intimidar, mas garantir a segurança da população, em todos os ambientes, em todos os momentos, principalmente nos grandes eventos, inclusive antes dos jogos de futebol”, afirmou.

Incidentes motivaram restrição judicial

Após incidentes registrados no fim da partida entre Gama e América-RN, em 26 de julho, o MPDFT pediu à Justiça medidas contra a atuação coletiva da Ira Jovem.

De acordo com os registros citados no pedido, integrantes da torcida teriam rompido barreiras de contenção e avançado em direção à área ocupada pela torcida visitante, provocando confronto e a intervenção das forças de segurança.

Em decisão de 14 de agosto, a Justiça determinou que a torcida se abstivesse de atuar de forma coletiva ou organizada na partida entre Gama e São José-RS, incluindo as áreas de acesso e o entorno do estádio. A decisão apontou possível descumprimento do acordo anterior e risco de repetição de episódios de violência.