sábado, outubro 24, 2026
Desta semanaEducação

Reação alérgica alimentar – quais os sintomas e o que fazer

Reações alérgicas alimentares podem provocar sintomas leves, como coceira na boca e vermelhidão na pele, mas também evoluir para quadros graves, com dificuldade para respirar, perda de consciência e até parada cardiorrespiratória. Especialistas alertam que a.

A imunologista e alergista Franciane de Paula, do Hospital Santa Lúcia Sul, explica que uma mesma pessoa pode apresentar manifestações diferentes após consumir um alimento ao qual é alérgica.

“Uma pessoa que já apresentou sintomas leves pode ter uma reação grave em uma exposição posterior”, afirma a médica.

Quais são os sintomas de uma reação alérgica alimentar

Entre os sintomas mais leves estão coceira na boca, urticária, vermelhidão na pele e inchaço dos lábios. Também podem ocorrer manifestações gastrointestinais, como dor abdominal e vômitos.

Nos casos mais graves, a reação pode evoluir para anafilaxia, condição que compromete diferentes órgãos e sistemas do organismo ao mesmo tempo.

Os sinais incluem lesões na pele, urticária, dificuldade para respirar, tosse, espirros, queda da pressão arterial e perda de consciência. Em situações extremas, pode ocorrer parada cardiorrespiratória.

A especialista ressalta que o histórico de reações leves não garante que uma nova exposição ao alimento provoque sintomas da mesma intensidade.

O que fazer diante de uma reação alérgica

A primeira medida é interromper imediatamente o consumo do alimento suspeito e observar os sintomas. Pessoas com alergia alimentar já diagnosticada devem seguir o plano de ação estabelecido pelo médico.

“A primeira medida é interromper o consumo e avaliar imediatamente a presença de sintomas e utilizar o seu plano de ação em caso de reação. Entretanto, não se deve esperar que os sintomas se agravem para procurar ajuda quando houver sinais de uma reação sistêmica”, orienta Franciane.

A médica explica que até pequenas quantidades de um alimento podem desencadear uma reação. Por isso, quem possui diagnóstico confirmado deve evitar o alimento responsável pela alergia.

Quando a adrenalina autoinjetável é necessária

Dificuldade para respirar, sensação de garganta fechando, alteração da voz, inchaço da língua, tontura intensa, desmaio e sintomas que evoluem rapidamente são sinais de alerta para anafilaxia.

Nessas situações, a orientação é utilizar imediatamente a adrenalina autoinjetável, quando prescrita pelo médico, conforme a avaliação e o plano de ação individual, além de procurar atendimento de emergência.

“Pacientes com histórico de alergia alimentar e risco de reações graves devem portar a caneta de adrenalina autoinjetável”, reforça a especialista.

Embora muitas reações comecem poucos minutos após o contato com o alimento, os sintomas de anafilaxia também podem surgir depois de um intervalo maior.

“O intervalo entre a refeição e o início dos sintomas não exclui, por si só, uma reação alérgica grave”, alerta Franciane.

A médica destaca que reconhecer os sinais de gravidade e agir rapidamente pode ser decisivo para preservar a vida do paciente.

“A principal mensagem é que a anafilaxia é uma emergência tempo-dependente: reconhecer os sinais e administrar adrenalina precocemente podem salvar vidas”, conclui.

Enfermeira do DF morreu durante lua de mel em Portugal

O alerta sobre os riscos das reações alérgicas ocorre após a morte da enfermeira Amanda Marinho Nascimento, de 29 anos, durante a lua de mel em Portugal.

De acordo com o marido, Tiago Nascimento, Amanda sofreu uma reação alérgica grave a frutos do mar depois de almoçar em um restaurante na cidade de Leiria, na quarta-feira (21/10). O quadro evoluiu para uma parada cardiorrespiratória.

A enfermeira recebeu atendimento inicial em um hospital de Leiria e, posteriormente, foi transferida para o Hospital Universitário de Coimbra, onde a morte foi constatada.

O casal havia se casado 11 dias antes. Durante a viagem, passou pela Itália e seguiu para Portugal, onde visitaria familiares de Amanda. O retorno ao Brasil estava previsto para sexta-feira (23/10).

A família conseguiu arrecadar o valor necessário para custear as despesas, o traslado do corpo ao Brasil e o sepultamento. No entanto, ainda aguarda a autópsia forense, prevista para ser realizada até segunda-feira (26/10).

O laudo deverá esclarecer oficialmente as circunstâncias da morte. A suspeita de reação alérgica a frutos do mar foi relatada pelo marido.

Em entrevista ao Correio Braziliense, Tiago lamentou a perda e destacou a dedicação da esposa à profissão e à família.

“Ela sempre foi dedicada em tudo o que fazia. Era uma excelente enfermeira, uma mulher incrível, doce, meiga, de uma humildade extrema. Infelizmente, veio a falecer tão nova”, declarou.

Crédito da foto: Cedido ao Correio )