Técnicos apresentam o andamento das metas fiscais do governo 15/10/2026 12 – 25
O Governo do Distrito Federal (GDF) empenhou R$ 31 bilhões em despesas até agosto de 2026, o equivalente a 65,3% dos R$ 47,6 bilhões autorizados para o ano. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (15), durante audiência pública da Comissão de.
A reunião avaliou o cumprimento das metas fiscais do governo nos dois primeiros quadrimestres de 2026. Técnicos da Secretaria de Economia apresentaram os resultados de arrecadação e despesas em comparação com as previsões orçamentárias.
Arrecadação do DF chega a R$ 28 bilhões
As receitas correntes do Distrito Federal somaram R$ 28 bilhões até agosto, alcançando 71,85% da previsão de R$ 39 bilhões estabelecida para 2026.
As receitas de capital atingiram R$ 1,1 bilhão no mesmo período, superando a previsão inicial de R$ 726 milhões para todo o exercício.
Já a arrecadação tributária chegou a R$ 20,1 bilhões, o equivalente a 79,29% da meta anual de R$ 25,4 bilhões. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) respondeu por 46,2% da arrecadação com impostos e taxas.
Deputado aponta perspectiva de aumento na arrecadação
O presidente da CEOF, deputado distrital Eduardo Pedrosa (União Brasil), avaliou positivamente os resultados apresentados pelo governo.
De acordo com o parlamentar, entre maio e agosto houve um incremento de aproximadamente R$ 1 bilhão nas receitas provenientes da alienação de bens públicos.
Pedrosa afirmou que os números indicam a possibilidade de excesso de arrecadação no último quadrimestre de 2026. Ele também destacou que os investimentos executados se aproximam de 50% dos R$ 3,5 bilhões previstos para o ano.
Na avaliação do deputado, os resultados mostram que os investimentos continuaram mesmo diante das dificuldades orçamentárias enfrentadas pelo Distrito Federal.
Déficit de anos anteriores pressiona orçamento de 2026
O assessor especial de política fiscal da Secretaria de Economia do DF, Luiz Barreto, afirmou que a execução orçamentária de 2026 foi afetada pelos déficits registrados nos dois anos anteriores.
Segundo Barreto, o Distrito Federal iniciou o ano com um déficit acumulado de quase R$ 3 bilhões, situação que exige a priorização de despesas consideradas essenciais, especialmente nas áreas de saúde e educação.
O assessor também apresentou os resultados fiscais previstos nas peças orçamentárias. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) registra resultado primário superavitário de R$ 1,8 bilhão, enquanto a Lei Orçamentária Anual (LOA) apresenta déficit de R$ 1,5 bilhão.
Gastos com pessoal e investimentos em educação
Durante a audiência, Luiz Barreto informou que o índice de despesas com pessoal chegou a 40,54% até agosto, permanecendo dentro do limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Na educação, o percentual empenhado alcançou 23%. A legislação determina a aplicação mínima de 25% ao final do exercício financeiro.
Os dados apresentados à Câmara Legislativa correspondem à execução fiscal do GDF entre janeiro e agosto de 2026.
A audiência pública completa pode ser consultada no canal da TV Câmara Distrital no YouTube.
Crédito da foto: Felipe Ando/Agência CLDF

