sexta-feira, junho 12, 2026
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Toxina botulínica pelo SUS ajuda centenas de paciêntes no DF

O Hospital de Base do Distrito Federal realiza cerca de 240 atendimentos por mês com aplicação de toxina botulínica pelo SUS, usada no tratamento de tremores, espasmos musculares e sequelas neurológicas.

Qualidade de vida

O procedimento, disponível na rede pública do DF, reduz atividade muscular excessiva e alivia dor, contribuindo para a melhora da mobilidade e da capacidade de realizar atividades do dia a dia.

O neurologista do HBDF, Flávio Faria, afirma que o tratamento não cura a doença de base, mas traz alívio significativo dos sintomas e ganho de funcionalidade. De acordo o com o especialista, os efeitos duram, em média, cerca de três meses.

Para pacientes com sequelas de acidente vascular cerebral (AVC), traumatismo cranioencefálico (TCE) e paralisia cerebral, a toxina é indicada como terapia para reduzir contrações involuntárias e prevenir deformidades.

A medicação é disponibilizada pela rede pública por meio das farmácias de alto custo e aplicada por especialistas no ambulatório do Hospital de Base.

Casos acompanhados pela unidade mostram mudanças na rotina dos pacientes.

A mãe de um paciente em tratamento relatou melhora na mobilidade após as aplicações: “Ele fica mais maleável, consegue movimentar melhor os braços e as pernas.” Outro paciente que recebeu o atendimento descreve melhora na fala e na alimentação após as aplicações, conforme relato da equipe.

Triagem e encaminhamento

O fluxo de acesso ao serviço passa por avaliação na unidade básica de saúde (UBS), encaminhamento para atendimento especializado quando necessário (fisiatra, neurologista ou neurocirurgião) e posterior agendamento no ambulatório do Hospital de Base.

A unidade é referência da rede pública do DF para esse tipo de procedimento.

A continuidade do tratamento depende de aplicações periódicas. Segundo a equipe do HBDF, o intervalo habitual entre sessões é de cerca de três meses. Pacientes em tratamento retiram a medicação nas farmácias de alto custo e a levam ao hospital para aplicação pelos profissionais responsáveis.

Crédito da foto: Ualisson Noronha/IgesDF