quarta-feira, julho 24, 2024
Saúde

Vacinação infantil não pode parar

Distrito Federal registra baixa nos atendimentos de crianças para aplicação de vacinas

A pandemia do novo coronavírus já ultrapassou o período de um ano e com isso as cadernetas de vacinação de crianças aqui do Distrito Federal estão sofrendo prejuízos. Muitos pais, com medo de exporem seus filhos ao vírus em postos de vacinação acabaram deixando as imunizações para depois. O resultado foi a queda nos atendimentos.
Com esse cenário de queda nas vacinações, as autoridades de saúde alertam quanto a importância de se manter as cadernetas em dia. Caso o Programa Nacional de Imunização (PNI) não seja cumprido, principalmente nos primeiros anos de vida, doenças que atualmente estão controladas podem voltar em novos surtos.
Os profissionais que atuam na rede pública de saúde do DF têm feito seu papel de informar e tranquilizar os pais e responsáveis por crianças a respeito da segurança e necessidade da vacinação.
“A gente tem orientado os pais, informando que nosso atendimento é controlado, rápido e reservado, seguindo todos os protocolos de segurança. Não há o que temer”, conta a auxiliar de enfermagem Simara Penido Lousada, da UBS da Asa Norte.

Vulnerabilidade

As crianças estão expostas a muitas doenças infectocontagiosas. Seja pelo sistema imunológico ainda imaturo ou por estarem explorando o mundo – colocando com frequência mãos e objetos na boca -, o fato é que elas estão mais sujeitas a contrair vírus ou bactérias do que os adultos.
Nesta época do ano, meses de outono que antecedem o inverno, as doenças mais comuns são as respiratórias. Entre elas estão os resfriados comuns, a gripe e a bronquiolite viral aguda. Esta acomete mais as crianças bem pequenas e costuma ser mais grave nos recém-nascidos prematuros e naqueles com doença pulmonar ou do coração. Assim, as crianças pequenas devem evitar contato com pessoas resfriadas e evitar lugares fechados e aglomerações. A lavagem nasal com soro fisiológico ajuda na desobstrução nasal.
Para a médica da Referência Técnica Distrital de Pediatria da Secretaria de Saúde, Ivana Novaes, a automedicação deve ser evitada, com exceção daquelas para baixar a febre e as de uso habitual da criança, orientada pelo médico. “E, acima de tudo, manter o aleitamento no seio, oferecer líquidos e levar sua filha ou filho para vacinar. Nos dois primeiros anos de vida, principalmente, as vacinas são muitas, mas não podem ser esquecidas.”
Muitas outras infecções podem ocorrer nos primeiros anos de vida. Por isso é necessário que os pais estejam atentos para sinais como febre, abatimento, sonolência, vômitos, diarreia, tosse, manchas no corpo e falta de ar. As Unidades Básicas de Saúde estão capacitadas para atender as crianças caso alguns desses sintomas se manifestem.
Com informações da Agência Brasília