quinta-feira, abril 18, 2024
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Esclerose múltipla: diagnóstico para qualidade de vida

Imagem: rawpixel/freepik

Tratamento para a doença deve ser altamente personalizado com abordagem multidisciplinar, que inclui medicamentos, terapias e mudança de hábitos

A esclerose múltipla é uma doença autoimune crônica do sistema nervoso central que pode ter um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes. 

A doença ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca a mielina, a substância que envolve e protege as fibras nervosas no sistema nervoso central. Isso resulta em inflamação e danos à mielina, causando interrupções na comunicação entre as células nervosas. 

Os sintomas da esclerose múltipla podem variar amplamente e incluem fadiga, fraqueza muscular, dificuldades de coordenação, problemas de visão e até mesmo problemas cognitivos e emocionais. 

Estima-se que mais de 2,8 milhões de pessoas em todo o mundo sejam afetadas pela doença, com mais de 40 mil casos no Brasil, sendo a maioria entre adultos jovens, com idades entre 20 e 40 anos. Além disso, há uma predominância maior de casos em mulheres do que em homens, com uma proporção de aproximadamente 3 mulheres para cada 2 homens.

Nos últimos anos, tem sido observado um aumento no número de casos de esclerose múltipla em várias partes do mundo, incluindo o Brasil. Esse aumento tem levantado preocupações e desafiado pesquisadores a investigar suas causas subjacentes. 

Na FIDI – Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem, instituição filantrópica de saúde, o número de achados nos exames, que podem indicar a doença após a confirmação por meio de outros indicadores, vem aumentando ano a ano. 

Em 2020, eram realizados 209 exames para cada achado, o que significa quase 0,05% dos exames realizados. Já em 2023, este número praticamente dobrou, superando 0,1% dos exames realizados, com um achado para cada 99 exames.  

“Não existe um único fator de risco para a doença, mas uma combinação de fatores associados que podem predispor ou atuar como gatilho, como predisposição genética, infecções virais, baixos níveis de vitamina D, exposição ao tabagismo, obesidade”, explica a Dra. Ivanete Minotto, médica radiologista e gerente médica da FIDI. 

Tratamento e reabilitação 

O tratamento para a esclerose múltipla varia de acordo com o estágio da doença, a gravidade dos sintomas e as características individuais do paciente. Geralmente, os objetivos do tratamento são controlar os sintomas, retardar a progressão da doença, reduzir as recorrências de surtos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes, podendo envolver uma abordagem multidisciplinar, que inclui medicamentos, terapias, modificações no estilo de vida e apoio psicossocial. 

É importante ressaltar que o tratamento para a esclerose múltipla é altamente personalizado. Cada paciente é único e pode responder de maneira diferente às opções de tratamento. Portanto, é fundamental que os pacientes trabalhem em conjunto com seus médicos para desenvolver um plano de tratamento adequado às suas necessidades específicas. Além disso, a pesquisa contínua na área está trazendo avanços promissores no tratamento da doença, o que pode resultar em melhores opções no futuro.