Cartão Material Escolar movimenta papelarias do DF
Foto: Felipe Noronha/SEE-DF
O crédito de R$ 52 milhões do programa Cartão Material Escolar (CME) já circula na economia do Distrito Federal. Com isso, o setor de papelarias e materiais escolares deve ganhar fôlego neste início de ano. Segundo pesquisa do Instituto Fecomércio-DF, a maioria dos estabelecimentos credenciados considera o programa essencial para o faturamento do primeiro trimestre. Esse período, aliás, concentra as compras de volta às aulas.
Além do impacto imediato, os empresários também projetam crescimento para 2026. A maioria espera aumento nas vendas entre 20% e 50% em comparação com o ano anterior. Esse avanço ocorre principalmente por causa do calendário escolar da rede pública. Além disso, a continuidade do programa fortalece a confiança do setor. O início das aulas, previsto para a próxima semana, deve intensificar o movimento nas lojas.
Benefício alcança estudantes e comércio local
Em 2026, cerca de 172 mil estudantes da rede pública do DF serão atendidos pelo Cartão Material Escolar. Eles poderão comprar itens em mais de 480 papelarias credenciadas. Dessa forma, o benefício garante autonomia às famílias. Ao mesmo tempo, estimula o comércio local e distribui melhor o consumo entre as regiões.
Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF e do Sindipel-DF, José Aparecido Freire, o programa tem impacto duplo. Por um lado, fortalece as pequenas e médias papelarias. Por outro, amplia o acesso das famílias aos materiais. “O Cartão Material Escolar movimenta especialmente lojas fora do Plano Piloto. Além disso, garante dignidade às famílias e incentiva os estudantes”, afirma.
Preços e novas tendências de consumo
Ao mesmo tempo, o comportamento do consumidor também mudou. Muitos lojistas relatam maior procura por itens que unem o ensino tradicional ao digital. Por isso, cresce o interesse por tablets, notebooks e acessórios tecnológicos. Além disso, aumenta a busca por reaproveitamento de materiais e compras feitas perto do início das aulas.
Diante de reajustes de preços e custos operacionais, o setor se adapta. As lojas investem mais em vendas on-line, condições facilitadas de pagamento e promoções. Assim, conseguem manter a competitividade e atrair clientes.

