Penas somam mais de 1.200 anos no julgamento da chacina em Planaltina
Após seis dias de julgamento, o júri popular de Planaltina condenou cinco acusados pela morte de dez integrantes de uma mesma família; as penas somaram mais de 1.200 anos, segundo comunicado do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). ()
Contexto
O conselho de sentença acolheu a denúncia do MPDFT e impôs condenações por homicídios qualificados, roubos, ocultação e destruição de cadáver, extorsões mediante sequestro, fraude processual, associação criminosa qualificada e corrupção de menor, entre outros crimes listados na sentença. ()
Vítimas e escala da tragédia: as dez vítimas identificadas no processo são o patriarca Marcos Antônio Lopes de Oliveira; sua esposa, Renata Juliene Belchior; a filha Gabriela Belchior de Oliveira; o filho Thiago Gabriel Belchior de Oliveira; a esposa de Thiago, Elizamar da Silva; os filhos Rafael (6 anos), Rafaela (6 anos) e Gabriel (7 anos); a ex‑companheira de Marcos, Cláudia da Rocha Marques; e a filha de Marcos e Cláudia, Ana Beatriz Marques de Oliveira.
A leitura da sentença ocorreu sob forte comoção de familiares presentes no plenário. ()
Detalhes
Penas por réu: a decisão detalhou a pena individual de cada condenado.
Conforme a nota do MPDFT, Gideon Batista de Menezes foi condenado a 397 anos, oito meses e quatro dias; Carlomam dos Santos Nogueira, a 351 anos, um mês e quatro dias; Horácio Carlos Ferreira Barbosa, a 300 anos e seis meses; Fabrício Canhedo Silva, a 202 anos, seis meses e 28 dias; e Carlos Henrique Alves da Silva, a 2 anos (regime semiaberto).
A soma das penas supera os 1.200 anos. ()
Julgamento e investigação: o MPDFT classificou o crime como *familicídio* e atribuiu a motivação à tentativa de apropriação de uma chácara avaliada em R$ 2 milhões e de valores em espécie das vítimas, conforme a peça ministerial.
Promotores relataram a atuação integrada entre promotorias de Planaltina e Paranoá, o Núcleo do Tribunal do Júri e Defesa da Vida e a Polícia Civil, com montagem de força‑tarefa envolvendo pelo menos cinco promotores.
O magistrado Taciano Vogado ressaltou a dimensão do caso e a lisura do processo durante a leitura resumida da sentença. ()
Procedimento e desdobramentos: o júri ouviu dezenas de testemunhas (18 apenas no segundo dia), foram formulados mais de 500 quesitos ao conselho de sentença e a leitura final da sentença ocorreu por volta das 23 horas, encerrando formalmente o julgamento. O processo tramita sob o número 0700144-92.2023.8.07.0021.
Questões sobre eventuais recursos ou manifestações da defesa não constam na nota do MPDFT divulgada após o julgamento. ()
Crédito da foto: Imagem ilustrativa gerada por IA
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