segunda-feira, setembro 28, 2026
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Converte em preventiva prisão de homem investigado por morte de recém-nascido no Recanto.

O Núcleo Permanente de Audiência de Custódia do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) converteu em preventiva a prisão em flagrante de Wellington Ferreira da Cruz, investigado por infanticídio no Recanto das Emas. Luana da Silveira.

Recém-nascido foi encontrado carbonizado

De acordo com a autoridade policial, um recém-nascido foi encontrado carbonizado em via pública. Câmeras de segurança registraram Luana saindo de casa durante a madrugada com uma sacola que, segundo ela, continha o bebê.

Ela retornou à residência, voltou ao local e abandonou o corpo em uma pilha de lixo. Em depoimento, afirmou que a criança nasceu no vaso sanitário e se afogou logo após o parto.

O relatório policial aponta que Wellington teve conhecimento do parto e orientou Luana a descartar o conteúdo da sacola no local onde o corpo foi encontrado.

Justiça mantém homem preso

O Ministério Público pediu liberdade provisória com medidas cautelares para Luana e prisão preventiva para Wellington. A defesa de ambos pediu liberdade provisória.

Na decisão, o juiz considerou o flagrante regular e entendeu que medidas cautelares eram suficientes para Luana. Em relação a Wellington, apontou que lençóis e roupas com sangue encontrados na casa fragilizam a versão apresentada.

O magistrado também registrou o extenso histórico criminal de Wellington, principalmente em casos de violência doméstica e descumprimento de medidas protetivas. A decisão destacou ainda que laudos periciais considerados essenciais estão pendentes, o que representa risco à investigação.

Para o juiz, trata-se de “um crime que demonstra extrema periculosidade e traz profunda intranquilidade social”. Com a decisão, Wellington permanecerá preso.

Luana responderá em liberdade

Luana foi solta e deverá manter endereço e telefone atualizados, comparecer a todos os atos do processo e não se ausentar do Distrito Federal por mais de 30 dias sem autorização da Justiça.

O descumprimento das medidas cautelares pode levar à decretação da prisão preventiva.

Crédito da foto: Imagem ilustrativa gerada por IA