DF registra avanço no controle das dívidas familiares
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Pagamento do 13º pode ter amortizado dívidas de brasilienses
A inadimplência das famílias do Distrito Federal apresentou recuo no fim do ano de 2025, após ter alcançado o ponto mais elevado em agosto. Depois de atingir 42,7% naquele mês, o indicador passou a cair a partir de setembro e encerrou o ano em 40,5%, percentual ligeiramente inferior ao registrado em dezembro de 2024, quando 40,7% das famílias estavam com contas em atraso. O movimento indica uma melhora gradual no controle das finanças domésticas.
Mesmo com o aumento do número de famílias endividadas em dezembro, o balanço mensal mostrou uma redução expressiva da inadimplência. Em termos absolutos, quase 6 mil novas famílias passaram a ter algum tipo de dívida no último mês do ano, enquanto cerca de 12,8 mil deixaram a condição de inadimplentes, evidenciando um processo de reorganização financeira.
Um dado que reforça essa tendência é a diminuição do grupo considerado mais vulnerável, formado por famílias que não tinham condições de quitar seus compromissos. Esse percentual caiu de 20,8% no fim de 2024 para 17,4% em dezembro de 2025, representando uma melhora significativa na capacidade de pagamento desse público.
Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, o resultado reflete um reequilíbrio gradual das finanças familiares. “Esse movimento sinaliza um processo de reequilíbrio financeiro e de reinserção de consumidores no mercado de crédito, intensificado nos dois últimos meses do ano, possivelmente em função da utilização do 13º salário para amortização de dívidas”, avalia.
Segundo Aparecido, o desempenho mais favorável do Distrito Federal também está relacionado ao mercado de trabalho. A melhora nos níveis de emprego e o aumento da massa salarial nos últimos dois anos têm contribuído para um endividamento de melhor qualidade, com maior capacidade de liquidez por parte das famílias.
Na comparação com o cenário nacional, o DF apresenta indicadores mais equilibrados. Enquanto o comprometimento médio da renda das famílias brasileiras com dívidas gira em torno de 29,5%, na capital federal esse percentual é de aproximadamente 21,7%, diferença que ajuda a explicar a redução da inadimplência e a retomada mais segura do crédito no fim do ano.

