Doenças respiratórias no DF: aumento de SRAG em 2025 e orientações da SES-DF
Mais de 21 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) foram notificados entre residentes do Distrito Federal nos últimos anos, e a Secretaria de Saúde do DF registrou um aumento de 25% entre 2024 e 2025 — de 6,5 mil para 8 mil casos — sinalizando.
Contexto
A SES-DF orienta que, em formas leves, a primeira procura deve ser pela Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação e tratamento; na presença de sinais de gravidade ou quando a UBS estiver fechada, procurar serviço de emergência, como UPA ou pronto-socorro.
A médica Camila Damasceno recomenda atenção a febre prolongada: “É bom fazer uma avaliação se a pessoa tiver febre por mais de 72 horas seguidas.”
O período de maior circulação vai de março a julho, quando o clima mais frio e seco favorece a transmissão: o ressecamento das vias aéreas e o aumento do tempo em ambientes fechados reduzem a ventilação e facilitam a propagação dos vírus respiratórios.
As faixas com maior risco de evoluir para formas graves são crianças menores de cinco anos e idosos, pela imaturidade ou declínio da resposta imune.
Detalhes
Dispneia (falta de ar), respiração muito acelerada, chiado persistente, alteração do nível de consciência, convulsões ou prostração marcante são sinais que demandam atendimento imediato. A recomendação da SES-DF também inclui avaliação quando a febre cedeu e retornou após 48 horas.
Em casos leves, a UBS deve orientar medidas de suporte e acompanhamento; nas situações ruins, a UPA ou pronto-socorro devem ser acionados.
Próximos passos
A vacinação é apresentada pela SES-DF como a principal estratégia para reduzir internações e mortes por vírus respiratórios. A rede pública do DF tem ampliado a oferta de doses e eventos de vacinação, com campanhas que incluem, além da influenza, outras vacinas disponíveis nas salas de vacinação do SUS no DF.
Em ações recentes, a secretaria destacou a disponibilidade de imunizantes contra gripe e a oferta simultânea de vacinas de rotina como sarampo, febre amarela, tétano e covid-19 em salas selecionadas.
Cuidados cotidianos recomendados incluem higiene frequente das mãos, etiqueta respiratória ao tossir e espirrar, ventilação dos ambientes, isolamento de casos suspeitos e evitar aglomerações em espaços fechados. Essas medidas, combinadas com a atualização vacinal, reduzem o risco de evolução para formas graves.
O aumento recente nos casos reforça a importância de pais e cuidadores acompanharem sinais em crianças pequenas e de serviços de saúde manterem vigilância ativa nas unidades. Fonte: Secretaria de Saúde do Distrito Federal.
Foto: Matheus Oliveira/ Agência Saúde DF

