quarta-feira, março 25, 2026
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Estresse crônico aumenta risco doenças cardíacas

Imagem: IA/Freepik


O estresse não afeta apenas o emocional. Na prática, ele pode comprometer diretamente a saúde do coração. Especialistas alertam que a exposição contínua à pressão cotidiana ativa mecanismos no organismo que elevam o risco de infarto, AVC e outras doenças cardiovasculares.

Além disso, o problema costuma ser silencioso. Muitas pessoas convivem com níveis elevados de estresse sem perceber os impactos físicos acumulados ao longo do tempo.


Como o estresse afeta o coração

Segundo o médico Adriano Faustino, especialista em metabologia e medicina funcional, o estresse estimula a liberação constante de hormônios como cortisol e adrenalina. Como consequência, a pressão arterial sobe e o coração trabalha mais do que deveria.

Além disso, o excesso desses hormônios favorece inflamações e acelera o desgaste das artérias. Dessa forma, o organismo cria um ambiente propício para eventos cardiovasculares.

“Esse processo eleva a pressão arterial e contribui para o desgaste das artérias”, explica o especialista.


Estresse crônico provoca desgaste progressivo

Quando o corpo permanece em estado de alerta por longos períodos, o sistema cardiovascular sofre desgaste contínuo. Com o tempo, podem surgir inflamações crônicas, alterações metabólicas e disfunções circulatórias.

Em situações mais intensas, episódios agudos de estresse podem até funcionar como gatilho para infartos. Isso ocorre principalmente em pessoas que já possuem fatores de risco, como hipertensão ou colesterol elevado.


Doenças cardíacas lideram causas de morte

As doenças cardiovasculares continuam como a principal causa de morte no Brasil. No entanto, o estresse ainda recebe menos atenção do que fatores tradicionais como diabetes e obesidade.

Estudos recentes indicam que pessoas submetidas a altos níveis de estresse apresentam maior probabilidade de sofrer infarto ou AVC. Além disso, quem já teve um evento cardíaco pode enfrentar maior risco de recorrência quando não controla o estresse.


Prevenção começa pela saúde mental

Para o especialista, o maior desafio está na normalização do estresse. Muitas pessoas consideram a sobrecarga como algo “natural” da rotina. No entanto, o corpo não ignora esse impacto.

Além dos efeitos diretos no organismo, o estresse favorece comportamentos de risco. Entre eles estão sedentarismo, má alimentação e tabagismo.

Por outro lado, hábitos saudáveis reduzem significativamente esse impacto. Atividade física regular, sono adequado e acompanhamento psicológico ajudam a equilibrar os hormônios e proteger o coração.

Assim, cuidar da saúde mental também se torna uma estratégia essencial de prevenção cardiovascular.