terça-feira, fevereiro 3, 2026
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Ex-deputado viaja de Fusca em protesto contra vistoria veicular

Foto: Reprodução/Instagram

O ex-deputado federal Jorge Tadeu Mudalen vai cruzar cerca de mil quilômetros de estrada até Brasília dirigindo um Fusca 1975. Ele usa a viagem como forma de protesto contra a possível ampliação da vistoria veicular periódica no país. Mudalen sai de São Paulo nesta terça-feira (3) com destino à capital federal.


⚖️ Mobilização mira projeto em tramitação

Mudalen contesta o Projeto de Lei nº 3.507/2025, que tramita na Câmara dos Deputados. O texto permite que órgãos de trânsito passem a exigir vistoria periódica para veículos com mais de cinco anos de fabricação.

O ex-parlamentar quer ampliar o debate público antes que o Congresso avance na proposta. Por isso, ele decidiu transformar a viagem em um ato simbólico.


💰 Motoristas temem novo peso no orçamento

Mudalen afirma que novas exigências podem gerar custos indiretos aos motoristas. Ele lembra que milhões de brasileiros usam o carro como ferramenta de trabalho. Dessa forma, qualquer nova obrigação pode comprometer a renda familiar.

“A lei pode não definir preço, mas prevê multas. No fim, isso pesa no bolso de quem já enfrenta dificuldades”, argumenta.


📊 Frota antiga domina o país

Dados do setor automotivo mostram que mais de 34 milhões de veículos leves no Brasil têm mais de cinco anos de uso. Portanto, uma eventual mudança na regra pode atingir uma parcela significativa dos condutores.

Mudalen avalia que a medida pode prejudicar principalmente quem mantém um carro antigo por necessidade, e não por escolha.


🏁 Fusca simboliza o protesto

Mudalen revisou o Fusca 1975 antes da viagem e garantiu as condições de circulação. Ele escolheu o modelo justamente para reforçar o argumento central do protesto: a idade do veículo não define, sozinha, o risco no trânsito.

Segundo ele, políticas públicas devem priorizar manutenção adequada e responsabilidade do condutor.


📍 Destino final: Brasília

Mudalen deve chegar a Brasília nesta quarta-feira. Ele pretende protocolar ofícios na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e enviar pedidos formais ao Contran e à Senatran.

Durante o trajeto, ele também coleta assinaturas de apoio à iniciativa. Assim, ele tenta ampliar a discussão antes da consolidação do texto legal.