quarta-feira, julho 24, 2024
Desta semanaSaúde

Como identificar dengue em crianças

Foto: peoplecreations/freepik

Em crianças de até 2 anos de idade, a doença pode se manifestar como síndrome febril inespecífica

Não bastasse um possível retorno do surto de Covid-19 e gripe, agora a dengue também está em alta em várias regiões do Brasil. Aqui no Distrito Federal, só neste ano, foram registrados mais casos da doença do que em todo o ano passado – com um aumento constante a cada semana. A Secretaria de Saúde do DF confirmou mais de 46 mil casos prováveis, sendo 387 casos de dengue em bebês com menos de um ano, e 1280 casos em crianças de até 4 anos.

Segundo boletim epidemiológico, a faixa etária com maior número de casos de dengue é a de pessoas entre 20 a 29 anos. No entanto, as ocorrências mais graves são em crianças menores e idosos. Os dados chamam a atenção e evidenciam a necessidade de um cuidado maior com as crianças. Segundo o pediatra Henrique Gomes, é importante redobrar a atenção com os pequenos.

Os sintomas de dengue em crianças maiores são semelhantes aos dos adultos: febre alta que pode durar de 2 a 7 dias, dores no corpo, dor atrás dos olhos, dor de cabeça, erupção e coceira no corpo além de manifestações gastrintestinais como vômitos e/ou diarreia. Já nas crianças de até 2 anos de idade, a doença pode se manifestar como síndrome febril inespecífica, com febre, apatia, choro fácil, irritabilidade e prostração.

O especialista pontua que os pais devem estar atentos às mudanças de comportamento e quadros de dores abdominais. “Nas crianças que evoluem com dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sinais de sangramento na pele, irritabilidade e/ou letargia é importante que os pais levem imediatamente para o hospital”, explica Henrique.

A avaliação clínica dos sintomas e pesquisa por meio de teste rápido e sorologia específica para dengue garantem o bom prognóstico e indicação do tratamento adequado. Caso o diagnóstico seja confirmado, os cuidados devem ser redobrados: atenção para os sinais e sintomas de alerta; uso de medicamentos sintomáticos; evitar uso de medicamentos anti-inflamatórios e reforçar a necessidade de repouso e hidratação.