Homem ameaça prender jovem por ‘fazer o L’ após ato pró-Lula em Brasília; VÍDEO
Um estudante de 24 anos denunciou à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) ter sido ameaçado por um homem que afirmou ser policial após ouvir a expressão ‘faz o L’, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O caso aconteceu no domingo.
O suspeito teria batido na janela do carro em que o estudante estava, exigido que ele saísse do veículo e ameaçado prendê-lo. Durante a discussão, também teria feito ofensas consideradas racistas pelas vítimas.
A ocorrência foi registrada na Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa, por Orientação Sexual, contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin). A Polícia Civil investiga o caso e busca identificar o homem.
Discussão começou após manifestação na Esplanada
O estudante Diego Pereira dos Santos contou que participou do ato em apoio a Lula e, depois da manifestação, saiu com amigos para comer pizza.
Durante o trajeto, enquanto o carro estava em movimento, Diego disse ‘faz o L’ para pessoas que estavam na rua. Segundo ele, a expressão já havia sido repetida em outros momentos do percurso.
Um homem que estacionava o próprio veículo teria entendido que a fala era direcionada a ele.
Ester Rodrigues da Silva, namorada de Diego, dirigia o carro. Ela relatou que o grupo estacionou do outro lado da rua e, pouco depois, o homem se aproximou, bateu na janela e perguntou o que o estudante havia dito.
Durante a abordagem, o suspeito afirmou ser policial, ameaçou prender Diego e ordenou que ele saísse do veículo.
Vídeo registra parte da discussão
Um vídeo gravado por um dos amigos do casal mostra parte do desentendimento. Segundo Ester, a gravação começou quando o amigo percebeu que o homem avançava na direção do grupo.
A motorista afirmou que a intervenção de outras pessoas impediu que a discussão terminasse em agressão física.
‘Ele só não bateu no Diego porque outros amigos chegaram e intervieram, como aparece no vídeo. O outro amigo só começou a filmar porque viu que ele veio em nossa direção com ódio mesmo. Se não fosse isso, ele nem teria filmado’, relatou Ester.
Ofensas motivaram denúncia à Polícia Civil
Diego e Ester consideraram racistas as ofensas feitas pelo homem durante o episódio.
Conforme o relato registrado na Polícia Civil, o suspeito chamou o estudante de ‘maconheiro’ e ‘noia’, além de fazer comentários que as vítimas associaram a preconceito racial.
A ocorrência foi registrada na Decrin por injúria, ameaça e discriminação racial.
O homem ainda não havia sido identificado. A Polícia Civil apura as circunstâncias do episódio e trabalha para identificar o suspeito que aparece nas imagens.
Crédito da foto: Arquivo Pessoal

