PCDF lança Projeto Orfeu para restituir identidades e solucionar casos históricos de.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) lançou, nesta quinta-feira (2), o Projeto Orfeu, iniciativa que utiliza tecnologias avançadas para reanalisar a biometria de cadáveres não identificados ou identificados apenas na esfera criminal. O objetivo é.
A solenidade foi realizada no hall do Instituto de Identificação, no Complexo da PCDF.
Participaram do evento a chefe de Gabinete da Delegacia-Geral da PCDF, delegada Viviane Bonato; o secretário-executivo de Relações Institucionais da Secretaria de Segurança Pública, Mauro Oliveira; o secretário de Justiça e Cidadania, Jaime Santana de Sousa; o presidente da Associação dos Notários e Registradores do Distrito Federal, Allan Nunes Guerra; a representante da Divisão Integrada de Atendimento à Mulher, delegada Karen Langkamer; e o diretor do Departamento de Polícia Técnica, Raimundo Cleverlande.
Projeto recuperou 117 identidades
O Projeto Orfeu foi desenvolvido com base na revisão de registros produzidos ao longo de três décadas. A iniciativa permite reprocessar biometrias que haviam sido analisadas com as limitações tecnológicas disponíveis na época.
Até o momento, 409 casos foram analisados e 117 identidades foram recuperadas. O trabalho combina sistemas biométricos modernos e interoperáveis com a integração de bases de dados estaduais e federais.
A medida amplia as possibilidades de identificação humana em casos antigos e fortalece as atividades periciais e investigativas da Polícia Civil.
Apoio à busca por desaparecidos
O projeto também reforça as políticas de busca de pessoas desaparecidas ao ampliar a capacidade de identificação humana e o compartilhamento de informações em âmbito nacional.
Como legado permanente, a iniciativa prevê a formação de um Banco Biométrico de Cadáveres Não Identificados e a criação de um ciclo contínuo de revisão biométrica. O modelo permitirá a atualização tecnológica e o aperfeiçoamento dos processos de identificação realizados pela PCDF.
Famílias serão comunicadas
Quando houver identificação e localização dos familiares, a Polícia Civil fará a comunicação e informará o local onde ocorreu o sepultamento. Caberá ao órgão responsável pela administração do espaço fornecer os dados sobre a localização específica.
Após a cerimônia, o projeto foi apresentado aos jornalistas pela diretora-adjunta do Instituto de Identificação, Vanessa Spagnolo, acompanhada pelas chefes do Laboratório de Necropapiloscopia, Renata Simões Müller e Gessiane Hiromi Gonçalves Matsuoka.
Crédito da foto: Imagem ilustrativa gerada por IA

