PF deflagra operação contra venda de diplomas falsos para acesso a cursos de Medicina
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (12/8), a Operação Canudo, contra a venda de diplomas falsos e a falsificação de documentos usados para acesso a cursos de Medicina. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão.
A apuração começou após a apreensão, em 2023, de um diploma falso de Medicina apresentado ao Conselho Regional de Medicina no Rio Grande do Sul. O documento teria sido fornecido por um dos investigados.
Esquema envolvia diplomas e históricos escolares
Segundo a investigação, o grupo atuava na falsificação e comercialização de diplomas, históricos escolares e outros documentos acadêmicos.
O material seria usado para permitir o ingresso ou a transferência de estudantes para cursos de Medicina e, posteriormente, a obtenção do registro profissional nos Conselhos Regionais de Medicina.
As fraudes incluíam diplomas falsos apresentados diretamente ao CRM e documentos de ensino superior usados para permitir que estudantes ingressassem em cursos de Medicina já em andamento, inclusive nos períodos finais da graduação.
Nesse tipo de fraude, o estudante apresentava documentos falsificados como se estivesse sendo transferido de uma instituição de ensino para outra próximo da conclusão do curso.
Investigação aponta pagamentos e atuação em diferentes estados
A Polícia Federal identificou circulação de valores entre investigados e pessoas suspeitas de terem comprado documentos falsos. A apuração também apontou ramificações do esquema em diferentes estados brasileiros.
Pelo menos 45 pessoas já inscritas como médicos no Conselho Regional de Medicina teriam pago ao grupo para obter, supostamente, documentos falsos que viabilizassem o registro profissional.
Principal investigado já foi alvo da PF em 2016
O principal investigado já havia sido alvo de uma investigação da Polícia Federal em 2016. Na ocasião, foi identificada uma organização criminosa envolvida em fraude ao Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem.
A investigação apontou que professores e estudantes eram recrutados para realizar as provas e transmitir, por meio de dispositivos eletrônicos, os gabaritos a candidatos que pagavam valores elevados para obter vantagem no exame.
A apuração daquele caso alcançou três estados e resultou na prisão de integrantes da organização.
Crédito da foto: Imagem ilustrativa gerada por IA

