sexta-feira, julho 10, 2026
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Raiva e leishmaniose no DF – como prevenir, identificar e agir

Tutores de cães e gatos no Distrito Federal devem ficar atentos aos sinais de raiva e leishmaniose visceral canina. As doenças contam com protocolos de prevenção, diagnóstico e definição de conduta pela vigilância de zoonoses.

Sinais da leishmaniose visceral canina

A leishmaniose visceral canina é causada pelo protozoário Leishmania infantum e transmitida pela picada do mosquito-palha. A doença atinge cães, que podem permanecer sem sintomas por um longo período.

Os sinais mais frequentes são apatia, fraqueza, perda de peso, queda de pelos, crescimento exagerado das unhas, feridas na pele, especialmente no focinho e nas orelhas, e aumento do baço, fígado e gânglios linfáticos.

Em caso de suspeita, a equipe de zoonoses coleta sangue do animal e realiza um teste rápido. Se o resultado for positivo, também é feito o exame Elisa para confirmação. A definição da conduta depende de laudo positivo do laboratório.

Conduta após a confirmação

Animais com tutores precisam de laudo elaborado por médico veterinário sobre a suspeita ou confirmação da doença.

Após a detecção da leishmaniose, o tutor recebe orientações sobre a possibilidade de eutanásia. Caso concorde, o procedimento é agendado e realizado de forma humanitária.

Se o tutor optar pelo tratamento, a equipe do laboratório acompanha o processo para verificar se as medidas adequadas estão sendo adotadas. A unidade não realiza o tratamento dos animais contaminados e oferece apenas cuidados básicos durante a observação, o diagnóstico laboratorial e a definição da conduta.

Os animais podem permanecer por até 24 horas no canil ou gatil, devido ao risco de transmissão para os demais. Em caso de confirmação, a transferência deve ser feita para a unidade da QNF, no Parque Lago do Cortado, em Taguatinga. O telefone para contato é (61) 99670-0897.

Raiva pode atingir animais e humanos

A raiva é uma zoonose viral aguda e letal que afeta todos os mamíferos, inclusive seres humanos. A transmissão ocorre pela saliva de animais infectados, por meio de mordidas, arranhões ou lambidas.

Entre os principais sintomas estão mudanças bruscas de comportamento, como agressividade ou reclusão, paralisia, salivação excessiva e dificuldade para engolir.

Vacinação contra a raiva

A vacinação antirrábica é oferecida durante todo o ano em postos fixos do Distrito Federal. Para receber a dose, o animal deve estar saudável e ter pelo menos três meses de idade.

O tutor precisa ser maior de idade, apresentar documento de identificação e levar o animal a um dos pontos de vacinação.

Cuidados para evitar a transmissão

A recomendação é não tocar em cães e gatos desconhecidos, especialmente quando estiverem se alimentando, dormindo ou acompanhados de filhotes.

Também não se deve tocar diretamente em morcegos ou outros animais silvestres, principalmente quando estiverem caídos no chão ou em situações incomuns.

Animais mortos ou com suspeita de raiva devem ser comunicados à vigilância ambiental para recolhimento e análise. Em caso de mordida, arranhão ou outro tipo de agressão, o animal não deve ser morto e a pessoa deve procurar imediatamente uma unidade de saúde.

Atendimento no Noroeste

O atendimento é realizado no Setor de Habitações Coletivas Noroeste, Trecho 2, Lote 4, em Brasília. Os telefones são (61) 3449-4434 e (61) 3449-4432.

A coleta de sangue de cães para exame de leishmaniose ocorre das 8h às 16h. A vacinação antirrábica é oferecida de segunda a sexta-feira, também das 8h às 16h.

Crédito da foto: Divulgação

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