quinta-feira, abril 18, 2024
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Troca-troca de bandeiras a todo vapor

Fotos: Divulgação CLDF; Figueiredo CLDF; Silvio Abdon CLDF; Jefferson Rudy – Agência Senado

Nos últimos dias, as alterações nos quadros dos partidos políticos ficaram mais intensas. Surpresas e decepções cercam os bastidores da política, principalmente aqui no DF

A semana já começou agitada nos corredores da Câmara Legislativa. Na segunda-feira (7), a deputada distrital Júlia Lucy (sem partido) divulgou carta formalizando pedido de desfiliação do Novo, partido pelo qual ela foi eleita em 2018. Segundo a distrital, a decisão foi tomada após a legenda inviabilizar sua candidatura à reeleição pelo partido nas eleições deste ano, no final do mês passado.

No comunicado, a distrital afirma que “fiz a melhor campanha – a despeito de não ter tido nenhum apoio – e fui a única eleita pelo partido no Distrito Federal (DF). Desde o início do mandato espalhei as ideias e os princípios liberais por todo o DF, em todos os projetos que tramitaram na Câmara Legislativa (CLDF), respeitando o dinheiro público, combatendo privilégios e sempre trabalhando com transparência e economia. Permaneci fiel em todos os momentos”.

Já na quarta-feira (9), o deputado distrital Iolando (MDB) anunciou que se filiou ao partido Movimento Democrático Brasileiro. O parlamentar foi eleito pelo Partido Social Cristão no pleito passado. “Tanto o governador Ibaneis como o presidente desta Casa, Rafael Prudente (MDB), me deram as boas-vindas. Quando o coração fala, a gente escuta”, afirmou o distrital.

Também na quarta-feira (9), o deputado Leandro Grass (PV) anunciou sua filiação ao Partido Verde. O distrital foi eleito em 2018 pela Rede Sustentabilidade com 6.578 votos.  “Fui recebido com muita generosidade e alinhamento, com vistas a transformar o país e o Distrito Federal”, contou. O parlamentar lembrou que o PV está trabalhando para formar uma federação partidária com o PT, PCdoB e PSB. “A intenção do grupo é desenvolver um projeto para o nosso país e o DF, de modo que este seja vitorioso nas urnas, em outubro”, declarou.

Declínio

Surpresa para alguns, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), anunciou na noite de quarta-feira (9) sua desistência de candidatura à Presidência da República pela sigla. Pacheco afirmou que conciliar uma campanha eleitoral com a presidência da Casa é uma tarefa inviável.

“Meus compromissos como presidente do Senado e com o país são urgentes, inadiáveis e não permitem qualquer espaço para vaidades. Por isso, afirmo ser impossível conciliar essa difícil missão com uma campanha eleitoral presidencial”, disse em discurso.