Anabolizantes clandestinos – suspeitos atuavam há 12 anos e lucravam cerca de R$ 500 mil.
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12), uma operação contra um grupo suspeito de fabricar e distribuir anabolizantes, substâncias controladas e termogênicos adulterados em vários estados do país. Segundo as.
A operação prevê o cumprimento de 43 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 32 milhões dos investigados. Também está prevista a apreensão de 25 veículos de luxo. Até a última atualização, cerca de 30 pessoas haviam sido presas.
O delegado Rodrigo Carbone afirmou que um dos investigados atua há 12 anos no mercado e mantinha padrão de vida considerado luxuoso.
Investigação começou após apreensão de celular
As investigações tiveram início após buscas e apreensões na casa do suspeito apontado como chefe de um dos núcleos do esquema. No celular apreendido, os policiais encontraram mensagens com informações sobre os crimes e os diferentes núcleos de atuação.
De acordo com a Polícia Civil, os anabolizantes eram produzidos de forma caseira e precária, com substâncias hormonais, diuréticos e estimulantes.
Médicos veterinários também são investigados por supostamente emitirem receitas falsas para a compra de medicamentos de uso controlado em estabelecimentos agropecuários.
Para dar aparência de legitimidade aos produtos, o grupo utilizava rótulos em língua estrangeira e bandeiras de outros países. A Polícia Civil afirma ainda que nutricionistas e treinadores recomendavam as substâncias.
Suspeitos apontados pela investigação
Entre os nomes citados pela investigação está Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como *Jiraiya* e apontado como chefe do esquema.
Ana Luiza de Nazaré Lima, que se apresenta nas redes sociais como influenciadora e empresária e afirma ser formada em educação física, também aparece entre os investigados.
Alam Manoel Lima, ex-companheiro de Ana Luiza, se apresenta nas redes sociais como empresário e formado em nutrição.
Outro nome citado é Eduardo Alves, professor de educação física que se envolveu, em 2022, na agressão de uma pessoa em situação de rua.
Donos de academias e lojas de suplementos, farmacêuticos e biomédicos também foram presos, segundo a Polícia Civil. As identidades desses investigados não foram divulgadas.
Esquema tinha atuação em vários estados
Segundo a Polícia Civil, o grupo mantinha estruturas em diferentes regiões do país.
No Distrito Federal, estavam concentradas as bases de fabricação e estocagem, academias vinculadas à divulgação dos produtos e a gráfica usada na produção das embalagens.
Em Goiás, havia recebimento de insumos em depósitos, funcionamento de uma farmácia de manipulação envolvida no esquema e movimentação financeira do grupo.
Na Paraíba, os investigadores identificaram um laboratório filial operado a partir de uma mansão alugada e de uma residência de alto padrão à beira-mar. O núcleo contava com apoio de familiares e de uma parceira local no recebimento de insumos importados pelo correio.
No Paraná, uma fornecedora da região de fronteira e o marido coordenavam o fornecimento interestadual das substâncias.
A rede também se estendia ao Acre e a Minas Gerais, com o escoamento contínuo dos produtos.
Crédito da foto: Imagem ilustrativa gerada por IA

