quarta-feira, julho 24, 2024
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Sancionada lei que cria Universidade do Distrito Federal

Foto: Renato Alves / Agência Brasília

Após várias décadas de espera, Distrito Federal terá universidade pública própria. Atividades têm previsão de início já para o ano que vem.

Esta quarta-feira, 28 de julho de 2021, entra para a história da educação pública do Distrito Federal. Foi sancionada, pelo governador Ibaneis Rocha, lei que cria a Universidade do Distrito Federal Jorge Amaury (UnDF).

O Projeto de Lei Complementar nº 34/2020 foi enviado à Câmara Legislativa em março do ano passado pelo Executivo distrital e amplamente discutido com a comunidade estudantil e acadêmica do DF. A ideia já vinha se arrastando desde 1992 quando houve a primeira referência, em lei, à criação da universidade distrital.

Lei autoriza a construção do primeiro centro universitário distrital, ampliando a oferta gratuita de vagas no ensino superior.

Foi anunciado pelo governador, durante cerimônia no Palácio do Buriti, o investimento de R$200 milhões pelos próximos quatro anos, além disso, a realização de concurso público para 3,5 mil profissionais, a cessão de um imóvel no Lago Norte para funcionamento inicial da universidade e o projeto para construção de um prédio na área do Parque Tecnológico (Biotic), que também será destinada às instalações acadêmicas.

O início das atividades da UnDF já está previsto para 2022, como ressaltou Ibaneis Rocha durante evento. “A partir do ano que vem, começam as aulas dos cursos. Esperamos que a universidade cresça em todo o DF, ajudando principalmente as famílias mais carentes. Já colocamos à disposição, tirando do orçamento do DF, aproximadamente R$ 200 milhões. É um projeto que estou encaminhando hoje (28/07) para a Câmara Legislativa, e a gente espera que seja votado da forma mais rápida possível para não faltarem recursos para constituição e funcionamento da universidade”, detalhou o governador.

Dentre as autoridades que participaram da solenidade estava a futura reitora da UnDF, Simone Benck. Ela enfatizou a importância da atual gestão ter tirado o projeto da Universidade da gaveta. “Revisitar o passado, antes de qualquer coisa, significa reverenciar o compromisso com o passado pela lei orgânica e constituir no DF um sistema próprio de educação superior. Passadas quase três décadas da legitimação desse dever, o governo Ibaneis escreve história, retirando nossa unidade da Federação do incômodo rol dos quatro estados que ainda não têm uma universidade pública sob sua alçada”, comemorou.

Além de Simone, a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, também esteve presente e destacou o projeto de construção do novo campus.  “Representa a esperança para trazer melhoria da qualidade dos nossos profissionais, e nisso, governador Ibaneis Rocha, você marcou um gol de placa. A UnDF é importantíssima para o avanço da qualidade do ensino público no DF”, apontou.

Cursos e ingresso

Segundo o GDF, os cursos da UnDF Jorge Amaury estão previstos para as áreas das Ciências da saúde e humanas, Cidadania e meio ambiente, Gestão governamental de políticas públicas e de serviços, Educação e magistério, Letras, artes e línguas estrangeiras modernas, Ciências da natureza e matemática, Educação física e esportes, Segurança pública e defesa social, Engenharia e áreas tecnológicas de setores produtivos e Arquitetura e urbanismo.

O ingresso deve ser nos moldes da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) e da Escola Superior de Gestão (ESG), uma vez que ambas serão integradas ao campus. Logo, 40% das vagas da nova universidade serão destinadas a alunos que concluíram a educação básica integralmente na rede pública. A cota racial, prevista na Lei Distrital nº 3788/2006, também será atendida. Outras possibilidades de admissão são por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do governo federal.

Instituições no DF

Em todo o DF, existem 66 instituições de educação superior, das quais 62 são privadas e concentram 82% das matrículas de graduação. Para o governo, “o cenário apresenta ainda uma grande lacuna de acesso à educação superior para população mais carente”.

Dados da última Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad), elaborada pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), apontam que enquanto 76% da população de alta renda familiar detém ensino superior completo, menos de 10% da população de baixa renda possui o mesmo nível de educação formal.

Com informações da Agência Brasília

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