quinta-feira, abril 18, 2024
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Depois da vacina ainda é preciso continuar com cuidados

Foto: Lúcio Bernardo Jr – Agência Brasília

A vacinação contra a covid-19 no Distrito Federal avança, mas é necessário, que mesmo aqueles que já tomaram as duas doses do imunizante mantenham as medidas de segurança. Vacina não impede a transmissão do vírus, alerta Secretaria de Saúde

Até ontem, sábado (15), no Distrito Federal, 290.012 pessoas já tinham completado o ciclo vacinal contra a covid-19 com a segunda dose, segundo dados da Secretaria de Saúde. Essa quantidade representa que 9,50% da população do DF já tomou as duas doses da vacina contra o coronavírus.
Mesmo diante do avanço da vacinação, que tem trazido alívio para quem já foi imunizado e expectativa de tempos melhores para quem ainda aguarda sua vez de vacinar, é importante que a população mantenha os cuidados contra a infecção pelo coronavírus Sars-CoV-2. O alerta é das autoridades de saúde locais.
Para todos que já tomaram as duas doses da vacina, seja a CoronaVac ou a Covishield/AstraZeneca, é indispensável que sejam mantidas as medidas se segurança sanitária, como o distanciamento social, uso de álcool em gel, uso da máscara e a constante higienização das mãos. As recomendações são da Secretaria de saúde do Distrito Federal.
As orientações sanitárias devem ser mantidas até que se atinja a chamada imunidade de rebanho, quando boa parte da população estiver imunizada. “Tem que manter os cuidados no intervalo e após as duas doses, pois nenhuma vacina é 100% eficaz e sempre existe o risco de as pessoas adoecerem”, alerta a infectologista do Hospital Regional da Asa Norte, Joana D’Arc Gonçalves.
Levando em consideração que nenhuma vacina produz 100% de eficácia, a infectologista destaca que mesmo imunizada, a pessoa, em algumas circunstâncias, pode circular em algum ambiente e ser infectada pelo vírus.
Dessa maneira, mesmo que a pessoa não desenvolva a doença, não apresente sintomas por seu organismo ter conseguido se defender do coronavírus, a possibilidade de transmitir o vírus permanece, mesmo já tendo sido imunizada.
Para o jornalista, Luiz Solano, é importantíssimo manter as medidas sanitárias de prevenção a covid-19. “Já tomei as duas doses da vacina, e estou muito feliz por estar imunizado, mas isso não quer dizer que vou sair por aí sem tomar as devidas precauções. Sou jornalista e preciso estar em público, mas mantenho a distância indicada pelas organizações de saúde, faço o uso da máscara e estou constantemente higienizando as mãos. É imprescindível que todos façamos nossa parte”, enfatiza.

“É imprescindível que todos façamos nossa parte”

Contra indicação

Estudos e análises da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) asseguram que todas as vacinas que estão sendo aplicadas no Brasil são seguras e podem ser tomadas pela grande maioria da população.
Mas é importante que grupos específicos, que já tenham acompanhamento, sejam orientados por seus médicos para se certificar de se devem tomar a vacina ou não.
Além disso, a infectologista da Secretaria de Saúde, recomenda que as pessoas que estão com algum quadro de infecção aguda ou febre, por exemplo, esperem passar e então faça a imunização. “Se você tiver sintoma gripal, sintomas da própria covid, é preciso aguardar pelo menos quatro semanas após os sintomas para poder se imunizar”, diz Joana D’Arc.

Covid e influenza

Outra preocupação da população é quanto a interação entre as vacinas que imunizam contra covid e contra influenza, já que as duas campanhas estão acontecendo de maneira simultânea.
Mas a Secretaria de Saúde orienta a população para que esteja atenta ao calendário e que siga as orientações quanto aos intervalos de aplicação das duas vacinas.
A enfermeira da área técnica de imunização da Secretaria de Saúde, Fernanda Ledes, explica que as pessoas devem respeitar um intervalo de 14 dias entre a vacina contra a covid-19 e a da influenza. A orientação, segundo Fernanda, é que as pessoas que são público-alvo da vacina contra a covid priorize receber esse imunizante, aguarde 14 dias e faça a da gripe. Caso não esteja na sua vez de vacinar contra o coronavírus, a recomendação é fazer a da Influenza, esperar o mesmo intervalo e começar o esquema da vacina contra a covid assim que chegar sua vez.
Além disso, a especialista lembra da importância de saber qual imunizante contra a covid-19 a pessoa recebeu. A CoronaVac possui um intervalo menor entre as doses – até 28 dias –, então não há tempo hábil para esperar 14 dias. Já a vacina Covishield/AstraZeneca, são três meses, o que permite que a pessoa tome a vacina contra a influenza no intervalo entre as doses.
Fernanda explica que até o momento não existem estudos de intercambialidade entre a vacina contra covid e outras vacinas. “Damos esse intervalo mínimo para segurança do paciente e para que possamos avaliar possíveis eventos adversos, caso ocorram”, completa.