Setor Hospitalar de Taguatinga será revitalizado

Maquete e Imagem – Leonardo Stephan – Adm. Reg. Taguatinga

Falta de calçamento, escassez de estacionamento, quiosques insalubres, são reclamações de quem precisa frequentar a região dos hospitais na parte norte da cidade. Mas projeto de revitalização já está em andamento

Região hospitalar em Taguatinga Norte tem um alto fluxo de pedestres por conta do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), Centro Especializado em Reabilitação (CER), Hospital Anchieta, e muitos outros consultórios e clínicas particulares.
Há muitos anos, quem precisa passar pela região pede melhorias. Falta de estacionamento, calçamento deteriorado, falta de acessibilidade, quiosques sem padronização e garantia de salubridade aos clientes são alguns do problemas levantados pela comunidade que frequenta a região.
Mas, de acordo com a Administração Regional de Taguatinga, situação para pacientes e acompanhantes está prestes a mudar. Projeto da administração, já discutido com a comunidade, trata da revitalização do setor. Proposta prevê padronização de quiosques, melhorias para pedestres, estacionamento e recomposição de área verde.
Para a analista contábil Helen Cristina, a proposta é de grande importância. “A revitalização do Setor Hospitalar em Taguatinga é extremamente importante. Quando preciso ir ao hospital ou em alguma clínica da região a primeira dificuldade que tenho é estacionar. Depois vejo o quanto as calçadas estão horríveis para caminhar. Penso, se eu já estou com dificuldades de andar por aqui, imagina uma pessoa com deficiência – cadeirante, cego. Além disso os carros ocupam todas as calçadas obrigando os pedestres a andarem nas pistas, correndo o risco de serem atropelados. Essas obras precisam começar logo”, enfatiza.
Para atender parte das demandas de quem frequenta a área, no dia 23 de abril, foi apresentado, pela administração da cidade, o projeto de reforma da área dos quiosques no entorno do Hospital Regional de Taguatinga (HRT).
De acordo com a RAIII, o projeto de revitalização e modernização dos quiosques que estão instalados entre os hospitais Anchieta e HRT prevê mais estrutura e qualidade de trabalho para os comerciantes e os estabelecimentos de alimentação daquela região. Além da padronização, organizando os estabelecimentos, o projeto leva melhorias para os pedestres e motoristas, com área verde e estacionamentos na praça próxima ao local.
A proposta é para que 15 quiosques sejam atendidos, com espaços entre 30 m² (para o modelo singular) ou 60 m² (para o modelo duplo), e 19 vagas de estacionamento público. Para a Praça de Alimentação instalada no local, os clientes contarão com 55 mesas de 4 lugares. O projeto contempla também as pessoas com deficiência, promovendo acessibilidade completa a todo o local.
Para o administrador, Bispo Renato Andrade, o setor precisa de atenção. “Alí é um setor que cuida da saúde, mas está totalmente insalubre. Então precisamos ter um padrão de quiosques, criar estacionamentos, oferecer maior acessibilidade. E esse é nosso compromisso”, afirma.
Segundo a administração, o projeto de criação de uma praça de alimentação na região está em fase de levantamento de orçamento. Depois disso será enviado para análise das concessionárias (Neoenergia, CAESB), diretoria de obras do DF. Previsão para tramitação da proposta nesses moldes é de cerca de dois meses.

E as calçadas

As calçadas fora da área destinada aos quiosques não são de responsabilidade da Administração Regional de Taguatinga, ficando sob os cuidados da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh). Que informou por meio de nota que “o projeto de revitalização do Setor Hospitalar de Taguatinga prevê: Criação de plataformas elevadas nos locais de acesso de veículos acompanhadas pelas sinalizações de pisos táteis de alerta e direcionais; correção de situações onde postes de iluminação pública, placas de sinalização e árvores configuravam obstáculos à livre circulação; qualificação das paradas de ônibus, com inclusão de mobiliário, sinalização tátil e alteração do tipo de pavimento; criação de passeio compartilhado por pedestres e bicicletas; qualificação dos estacionamentos, incluindo sinalização horizontal, vagas para PNE e idosos, calçadas no entorno e tratamentos de acessibilidade; criação de travessias elevadas de pedestres nas vias de menor fluxo de veículos, acompanhada por sinalização tátil; criação de ciclofaixa e ciclovia nos locais onde havia espaço para criação de estrutura para este modal”.
De acordo com a nota, o projeto foi habilitado no programa Rotas Acessíveis, da Novacap, que ainda está na fase de trâmites internos de contratação. Sendo assim, ainda não há previsão de investimento nem liberação para início das obras.
Por outro lado, o administrador, Bispo Renato, já se prontificou a fazer as obras de acessibilidade nas calçadas que começam em frente ao HRT e vão até a Samdu, mas depende da autorização da Seduh. “Para continuar as obras de calçadas em Taguatinga eu preciso de autorização da Seduh”. E segue: “Sei que há dificuldades de recursos financeiros, por isso me propus a fazer as calçadas pela Administração de Taguatinga, mediante a autorização da secretaria”, pontua.
A pasta também em nota disse que: “Conforme dito anteriormente, ainda não há previsão para liberação de início das obras”.