terça-feira, abril 23, 2024
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O que é um aneurisma cerebral?

Ilustração: Reprodução/Internet

Neurocirurgião explica a doença e o que pode colaborar para seu desenvolvimento. Especialista esclarece também quais as formas de tratamento

Um aneurisma cerebral é uma área fraca e saliente em uma artéria, no cérebro, parecido a um balão fino ou um ponto fraco – uma bolha – em um pneu. Por sua parede ser fraca e fina, um aneurisma apresenta grande risco de ruptura. Se um aneurisma se romper, sague se espalha no espaço entre o crânio e o cérebro, um tipo sério de derrame conhecido como hemorragia subaracnóide (HSA).

Os aneurismas são divididos em dois tipos: os saculares e os fusiformes. Os aneurismas saculares, também chamados de aneurismas “berry”, são chamados assim pois se parecem com amoras. Este é o tipo mais comum de aneurisma cerebral.

Aneurismas saculares têm um “colo” que conecta o aneurisma em sua artéria principal e em uma área arredondada chamada cúpula. Estes aneurismas apresentam protuberância em apenas um lado da parede artéria.

O outro tipo de aneurisma, e menos comum, é o fusiforme, em que a artéria é ampliada em ambos os lados. Aneurismas fusiformes não têm um colo definido.

Segundo o neurocirurgião Fábio Pontes (CRM-DF 23978), do Centro de Aneurisma Cerebral, na maioria das vezes, a causa do aneurisma não é conhecida, “porém sabemos que o tabagismo eleva em muito o risco de desenvolvimento do aneurisma cerebral”, afirma.

De acordo com o especialista, “os aneurismas saculares quase sempre são congênitos (a pessoa já nasce com a fraqueza na parede da artéria). Existem várias doenças que podem causar aneurisma como rins policísticos, doenças do colágeno, síndrome de Ehlers-Danlos, dentre outras”, explica o neurocirurgião.

“Outra forma são os aneurismas familiares, mais raros, mas que devem ser investigados caso haja algum caso de aneurisma cerebral na família”, alerta doutor Fábio.

Quanto as possibilidades de tratamento, o neurocirurgião explica que existem dois tipos de procedimentos. “O primeiro é a clipagem, cirurgia em que o crânio é aberto e através de microscópio é aplicado um miniclipe de titânio, ocluindo o aneurisma”.

“O outro tipo de tratamento é o endovascular, feito por cateterismo, que tem a vantagem de ser menos invasivo, porém apresenta uma taxa de recidiva elevada (o aneurisma volta a se formar em boa parte dos casos) além de ser necessário realizar novo cateterismo todos os anos, para detectar caso o aneurisma volte.

Por ser uma doença grave, e por vezes silenciosa, especialistas apontam a necessidade de se prevenir a evolução da patologia com acompanhamento médico especializado.