sábado, abril 13, 2024
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Câncer: cinco perguntas que muitos querem fazer

Foto: rawpixel.com – freepik

Desmistificar a doença pode trazer grandes benefícios aos pacientes incluindo o aumento das chances de cura

Anualmente, no mês de fevereiro, países do mundo todo se unem em ações de conscientização sobre as medidas de combate ao câncer, doença que mata mais de 8,3 milhões de pessoas por ano. Conhecida como o mês de Combate ao Câncer, a data foi demarcada em 2005 pela União Internacional para o controle da doença e, desde então, tem trazido para o debate público internacional, temas relacionados a sintomas, cuidados, prevenção, tratamento e outros fatores que envolvem a enfermidade.

Quando se fala sobre câncer, no entanto, medo e tristeza são sentimentos frequentes e, por estes e outros motivos, as perguntas que precisam ser feitas para aumentar a conscientização sobre a doença, muitas vezes, acabam se perdendo em meio à insegurança. 

Em ação alinhada aos objetivos da campanha mundial, a Dra. Patricia Braga Cavalcanti, médica oncologista, responde aos 5 questionamentos mais frequentes da população brasileira sobre o câncer. De acordo com a médica, falar sobre o câncer sem tabu, contribui não só para que as pessoas adotem hábitos mais saudáveis que ajudam a evitar a doença, mas também para a quebra de estereótipos que, muitas vezes, dificultam etapas essenciais como o diagnóstico e o tratamento.

1- Apesar de ser uma doença que muitas vezes associamos a fatores genéticos, em fevereiro, o mundo todo fala em hábitos que podem combater o câncer. Isso indica que fatores externos podem fazer com que a doença seja desenvolvida? Quais são esses fatores?

Ao contrário do senso comum, o câncer é mais frequentemente associado a fatores ambientais – de exposição a determinada situação ao longo da vida – do que a fatores genéticos. Quando a genética está envolvida, também ao contrário do que o senso comum prega, as causas da doença estão mais associadas ao indivíduo, do que a uma mutação genética familiar. 

Os fatores mais conhecidos que podem ocasionar o surgimento de cânceres são: exposição solar, especialmente antes dos 30 anos, envolvendo queimaduras, vermelhidão e/ou bolhas; tabagismo; etilismo; consumo de gorduras saturadas, embutidos e enlatados; e, de acordo com descobertas recentes, a obesidade e o sedentarismo.

2- Quantos e quais tipos de câncer existem atualmente?

Atualmente, existem mais de 200 tipos diferentes de câncer e a doença pode se desenvolver em qualquer órgão do corpo, tendo em vista que está ligada a células e elas são elementos presentes em todo o organismo humano.

3 – Quais são os 3 tipos de câncer mais comuns e quais são os que possuem maior taxa de mortalidade?

De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde, os tipos de câncer mais comuns são o de pulmão, o de mama e o colorretal. Juntos, eles afetam cerca de 6 milhões de pessoas por ano. Já os com maior taxa de mortalidade são o de pulmão, o colorretal e o de estômago, que causam mais de 2,5 milhões de mortes por ano.

4 – Existem sintomas comuns apresentados por pessoas com diferentes tipos de câncer? Caso existam, quais são eles?

Os sintomas de um câncer variam de acordo com o local de aparecimento e do tipo de câncer. Como dentro desse termo incluímos doenças muito diversas, seria impossível enquadrá-las juntas. Cabe destacar, no entanto, que é bastante comum que no início do desenvolvimento da doença ela seja assintomática, sem nenhum indicativo que a pessoa está doente. Com a progressão e aumento de tamanho do câncer, algumas alterações chamam a atenção para que as pessoas busquem ajuda, sendo essas: perda de peso inexplicável, sangramentos como: vômito com sangue, evacuações com sangue, sangramento urinário ou na ejaculação, sangramento menstrual após menopausa; anemia sem causa aparente, sentir caroços ou massas pelo corpo, como mamas, axilas, pescoço ou virilha, aparecimento de manchas que não existiam antes, mudança do padrão das evacuações, além de dores que não melhoram, especialmente abdominais.

5 – Existe um tempo médio para que o diagnóstico seja “precoce” ou depende do caso?

Não existe um tempo médio para um diagnóstico precoce. Quanto antes, melhor porque aumenta a chance de sucesso no tratamento. Por isso, é necessário realizar check-ups médicos com frequência.