quinta-feira, abril 18, 2024
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Doação de alimentos gera quase 640 mil refeições

Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

Mais de 80 empresários, produtores e agricultores são parceiros da iniciativa

A multiplicação de legumes, verduras e frutas. Assim é o programa Desperdício Zero das Centrais de Abastecimento do Distrito Federal, a Ceasa. Desde 2019 em plena atividade, o projeto oferece quase 640 mil refeições complementadas a pessoas de baixa renda por meio das 155 instituições cadastradas no Banco de Alimentos da empresa estatal. Os produtos que fazem parte destes pratos são doados por 82 empresários, produtores e agricultores parceiros da iniciativa.

“É uma ideia que nasceu da tentativa de mitigar os desperdícios de alimentos que aconteciam dentro da Central de Abastecimento”, explica Lidiane Pires, diretora de Segurança Alimentar e Nutricional da Ceasa e coordenadora do Banco de Alimentos. “A Ceasa é um local de comércio atacado com grande rotatividade de alimentos, fazendo com que se tenha grandes desperdícios”, observa.

Geralmente muito maduros ou levemente danificados, ou seja, por uma questão meramente estética, milhares de verduras, legumes e frutas não são aproveitados comercialmente, mas estão em perfeitas condições para consumo. Então esses produtos são recolhidos, passam por um processo de triagem, pesagem e são doados às instituições que preparam a própria comida ou distribuem em forma de cesta básica. De janeiro até setembro de 2022, foram aproveitados e doados quase 127 mil kg de alimentos.

De acordo com estudos da Organização Mundial de Saúde, um indivíduo adulto, para ser saudável, deve consumir pelo menos 400 gramas de verduras, frutas e legumes todos os dias. A média da população brasileira está em torno de 120 gramas. “Brasileiro come pouco verdura e legume e nós trabalhamos aqui no Banco de Alimentos com uma conta de 200 gramas por pessoa”, revela a nutricionista Lidiane Pires. “É o que a gente tenta arrecadar e distribuir por pessoa por dia”, conta.

As distribuições são feitas todas as semanas, de segunda a quinta-feira. Os beneficiados são crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade. “Esse programa tem uma conexão muito forte com a sustentabilidade, que é evitar que toneladas de alimentos sejam destinadas para o aterro sanitário, evitando desperdícios e sendo aproveitados para alimentar pessoas”, destaca Lidiane.

“É uma ação que a gente chama de abastecimento social porque o alimento que não serve mais para comercialização, mas ainda tem valor nutricional preservado, serve para alimentar as pessoas em insegurança alimentar”, acrescenta.

Com informações da Agência Brasília