sábado, abril 13, 2024
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Estiagem não prejudicará abastecimento

Foto: Gabriel Jabur / Agência Brasília

Mesmo com nível de chuvas ainda baixo, órgãos afirmam que não haverá desabastecimento

O mês de novembro começou e a expectativa pelas chuvas aumenta, isso porque os níveis dos reservatórios que abastecem o Distrito Federal seguem em queda e a população teme um impacto na oferta de água.

Segundo informações publicadas na última quinta-feira (3) pela Agência Reguladora de Águas do DF (Adasa) os reservatórios registravam queda no volume útil. No Descoberto a capacidade estava em 37,5%, sendo que o valor de referência para o mês é de 43%. Já no reservatório de Santa Maria foi registrado 72,9% da capacidade, valor acima da referência para o mês que é de 71%.

Mas o superintendente de Recursos Hídricos da Adasa, Gustavo Antonio Carneiroafirma que este ano o período de estiagem deve se encerrar com mais tranquilidade por conta dos reforços no abastecimento. “Tivemos um ano de chuva relativamente ruim, mas a recuperação [da queda dos mananciais] tende a ser mais confortável, porque agora temos o Lago Paranoá e o Corumbá”.

Com a crise hídrica de 2018, o Lago Paranoá passou a se tornar um reservatório apresentando variação muito pequena ao longo do ano – no máximo um metro. Já a Barragem do Corumbá, inaugurada em abril deste ano, está no processo inicial de distribuição, com uma operação em fase de testes e análises de desempenho, mas que já contribui para o sistema, desafogando a dependência do Descoberto, responsável por mais da metade do abastecimento do DF.

Para tranquilizar a população a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) conta que aumentou a capacidade de produção de água nos sistemas Bananal (700 l/s), Lago Paranoá (700l/s) e Corumbá (1400 l/s), totalizando 2,8 mil litros por segundo.

A companhia afirma que trabalha em diferentes frentes para garantir a segurança hídrica para a população do Distrito Federal. De acordo com o superintendente de Gestão Operacional da Caesb, Cristiano Gouveia, “as ações vão desde a ampliação de sistemas produtores de água, passando pela instalação ou reforma de unidades operacionais, ações para controle e redução de perdas, educação ambiental, proteção de mananciais, automação de processos industriais, entre outras”.

Ações

A crise hídrica que o DF enfrentou há quatro anos foi de grandes proporções e com o intuito de evitar novos desabastecimentos a Adasa tem traçado estratégias referentes à disponibilidade e à demanda. 

Quanto a disponibilidade a agência analisa e cuida da gestão do sistema de abastecimento, considerando as interligações, as melhorias da infraestrutura e a ampliação de fontes.

A Adasa explica que a gestão de demanda consiste em garantir a redução das perdas na fonte e no consumo final. “É trabalhar nas residências e nas edificações para encontrar vazamentos e descobrir falhas”, esclarece Gustavo Antonio. “Temos as perdas virtuais, que são roubo, furto e ‘gato’, aquilo que não está sendo faturado e nem computado, aquela água que vai se perdendo e não temos como controlar”.

Há também o incentivo ao uso consciente por meio de projetos educacionais e de fontes alternativas. “Resumindo, temos que trabalhar na disponibilidade, manter o que já temos, ampliar os mananciais e melhorar as infraestruturas, interligando e distribuindo as perdas na redistribuição. E, trabalhar na outra ponta, que é a demanda, reduzindo perdas no ponto de consumo, tirando irregularidades, trabalhando para o uso consciente e melhorando a eficiência dos equipamentos”, finaliza o superintendente.