quarta-feira, julho 24, 2024
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Reforma do Teatro Nacional sai do papel

Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

Ordem de serviço assinada hoje autoriza início nas obras de revitalização

São mais de 7 anos de portas fechadas para o público de Brasília. Um dos espaços mais importantes para a cultura do país aguarda obras de adequação desde 2014, quando autoridades determinaram a interdição do Teatro Nacional Claudio Santoro (TNCS) por não atender a normas de acessibilidade e segurança. Foram encontradas mais de 130 inconformidades no local.

A sensação de esquecimento sempre foi um incômodo para artistas e apoiadores da cultura. Diversas manifestações foram registradas ao logo dos anos. Mas na manhã desta terça-feira (20), o pontapé inicial para as obras de reforma do Teatro Nacional foi dado com a assinatura da Ordem de Serviço que autoriza o início das intervenções.

De acordo com o governo, a restauração do teatro vai começar com a Sala Martins que foi orçada em R$ 54 milhões. No último dia 15 foi homologado o resultado da concorrência, que deu à Porto Belo Engenharia a responsabilidade da reforma do espaço. A empresa deve revitalizar as instalações prediais, sobretudo, elétrica e climatização; recuperar as estruturas; restaurar pisos, revestimentos, esquadrias e imobiliários, incluindo revestimento acústico; além de atualizar tecnologicamente e com segurança as estruturas e os mecanismos cênicos, respeitando os requisitos de acessibilidade.

Para o secretário de Cultura, Bartolomeu Rodrigues, “o Teatro Nacional é a prioridade número um, número dois e número três desta gestão. Agora, nós não estamos mais falando em projetos de reforma, como uma coisa ainda a ser alcançada, mas de uma obra que já vai ser iniciada e que vai ser marcante para a cultura de todo o país”, afirma.

Portas fechadas

Após o desastre da Boate Kiss, no Rio Grande do Sul, em janeiro de 2014, o TNCS passou por vistoria do Corpo de Bombeiros e do Ministério Público que recomendaram o fechamento do espaço por não atender as normas de acessibilidade e segurança. No mesmo ano, foi realizada licitação e contratação do projeto executivo de reforma, que não vingou por diversos fatores, principalmente por ser um projeto complexo e caro. O orçamento girava em torno de R$ 200 milhões.

Já no atual governo, foi estudada uma maneira de adequar o projeto executivo e realizar a obra em etapas, levando em consideração a disponibilidade de recursos financeiros. De acordo com a proposta, na primeira etapa seria reaberta a Sala Martins Pena e em sequência as Salas Alberto Nepomuceno e Villa-Lobos e o Espaço Dercy Gonçalves.

Depois de várias tentativas para capitação de recursos junto ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, centenas de projetos e milhares de exigências, o GDF desistiu do Fundo e resolveu aportar recursos diretamente para a reforma. Por isso, ao longo de 2022 correu o processo licitatório que finaliza com a assinatura da ordem de serviço para a execução da restauração do Teatro Nacional.